Atendimento está prejudicado há um mês no Cirurgia
Edvaldo diz não ter dúvida sobre débito do hospital com a PMA Cotidiano 02/12/2017 11h15 - Atualizado em 02/12/2017 12h20Por Fernanda Araujo
Completou um mês a suspensão do atendimento no Hospital de Cirurgia, em Aracaju (SE), por causa do impasse com a Secretaria Municipal de Saúde sobre as contas do contrato para atendimento através do Sistema Único de Saúde (SUS). Pelo menos 200 pacientes aguardam por cirurgia, além dos atendimentos ambulatoriais, transferências e internamentos estarem suspensos.
A Prefeitura de Aracaju diz não ter dúvidas de que o hospital deve R$ 4 milhões, foi o que afirmou o prefeito Edvaldo Nogueira com exclusividade ao F5 News. “Uma coisa eu garanto, o Hospital Cirurgia deve R$ 4 milhões a Prefeitura de Aracaju”, resumiu.
Na sexta-feira (1), houve uma audiência no Ministério Público Estadual com o objetivo de discutir o pagamento de valores devidos pela Secretaria de Saúde aos hospitais filantrópicos, entre eles o Cirurgia. A reunião foi agendada ontem a pedido da SMS, mas a secretária Waneska Barbosa não compareceu, apenas a assessoria de comunicação.
A ausência da secretária causou estranheza à direção do Cirurgia, que considerou a falta como um “desrespeito aos promotores de Justiça, diretores e servidores de hospitais filantrópicos” e “grave omissão a pacientes cujas vidas correm risco”.
O hospital diz ainda que a SMS “parece se inserir no contexto da guerra aberta contra o Cirurgia, a fim de culpabilizá-lo pela crise no atendimento” e, sequer sinalizou contraproposta, “contemplando com o diálogo somente os hospitais São José e Santa Isabel, medida a sugerir uma possível retaliação contra a Instituição”.
O hospital reclama um débito da ordem de R$ 2,6 milhões, mas diz que o valor global já alcança a casa dos R$ 20 milhões. Para o hospital, a Prefeitura prefere o desprezo ao diálogo, a omissão e a falta de solidariedade quando, na terça (28), ignorou a solicitação da unidade para receber duas das cinco parcelas devidas, o que garantiria a reativação imediata dos serviços médicos.
O Município pagou a parcela de R$ 506 mil, referente a outubro deste ano, considerado insuficiente pelo hospital. Para a unidade de saúde, se os pagamentos “reconhecidos pela própria SMS” fossem feitos sem atrasos não haveria crise. No entanto, o hospital diz que vai persistir no diálogo, e que o Corpo Clínico e prestadores de serviço, cujo salários estão em atraso, realizam reuniões internas para negociar o retorno ao serviço o mais breve possível.
Uma audiência de conciliação no Ministério Público Federal entre o Cirurgia, a Secretaria Municipal e a Secretaria Estadual da Saúde, será realizada na terça-feira (5), quando será discutida se a gestão do contrato com o hospital deve sair das mãos do Município para o Estado.

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
