Ato contra corrupção reúne cerca de 600 pessoas em Sergipe
Cotidiano 15/03/2015 15h15Por Elisângela Valença
Começando com cerca de 600 pessoas, de acordo com a Polícia Militar de Sergipe (PMSE), por volta das 9h30 de hoje (15), o ato contra a corrupção no Brasil fez uma passeata pela Orla de Atalaia, encerrando às 13 horas, com cerca de 200 pessoas. Os bares da Passarela do Caranguejo estavam lotados, com pessoas comendo e bebendo e vestindo camisetas verdes e amarelas, além de adesivos escritos ‘basta’.
Segundo o publicitário João Carlos Lima, um dos organizadores do movimento em Sergipe, o ato é a busca por um Brasil melhor. “O brasileiro está cansado de corrupção e de roubalheira. Ninguém tem o ‘direito’ de roubar. O brasileiro não rouba, eu não roubo, você não rouba, não são alguns que vão roubar”, disse.
Entre as palavras de ordem dos manifestantes, estava o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. “Eu não concordo com o impeachment, não é a saída agora. Mas o movimento aqui é livre, é do povo, cada um saiu de casa por vontade própria e trouxe suas ideias. Não temos partidos ou instituições à frente”, disse João Carlos.“Infelizmente, os Três Poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, que deveriam atuar pelo povo estão agindo contra o povo. É preciso uma mudança profunda de conjuntura”, disse o radialista Ribeiro Filho.
Vestindo roupas escuras ou com motivos militares, representantes da Juventude Conservadora de Sergipe marcaram presença no ato. “Nós surgimos em 2012 para equilibrar o discurso entre os jovens e no mundo acadêmico, sempre baseado em teses marxistas”, disse Lucas Antônio Feitosa, um dos nomes à frente da Juventude.
“É preciso dar voz e vez ao outro lado, a outra linha de pensamento. Eles desprezam coisas que consideramos perenes, como o respeito a Deus, apesar de não sermos um grupo religioso, à família e à pátria”, disse.Outra palavra levantada foi a intervenção militar, que dividiu opiniões. Quando um dos manifestantes disse ao microfone que era “preciso resetar o Brasil e só a intervenção militar é capaz de fazer isso e colocar o Brasil nos eixos”, recebeu vaias e aplausos dos presentes.
“A intervenção militar pode ser um caminho, mas não é necessariamente a saída. Hoje, não temos boas alternativas. Por isso, é necessário fazer a juventude ter novas linhas de pensamento pois a saída está em nossas mãos”, disse Lucas.
Nos arcos da Orla, foi instalado um painel com os dizeres ‘Políticos, estamos de olho em vocês’, onde os manifestantes pintaram suas mãos com tintas verde, amarela e azul. “Nós vamos colocar este painel na frente da Assembleia Legislativa, para que eles lembrem sempre que o
povo está de olho”, disse João Carlos Lima. Novos protestos como este vão acontecer uma vez por mês. “Vamos aguardar a decisão da organização nacional, mas em abril estaremos de volta às ruas”, acrescentou.

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos



