Ato do "Não Pago" e de desalojados do 17 de Março termina em confusão
Cotidiano 17/04/2013 20h20Por Adriana Meneses
O clima ficou tenso em frente à Câmara de Vereadores de Aracaju, na tarde dessa terça-feira (17), onde integrantes do Movimento Não Pago e desalojados do bairro 17 de Marco iniciaram uma grande manifestação fechando algumas ruas nas proximidades do ato público.
Com megafones e cartazes pedindo o congelamento da tarifa do transporte público de Aracaju, e solicitando moradias, foi necessária a presença do Batalhão de Choque da Polícia Militar e agentes da Guarda Municipal para conter os manifestantes, que tentavam entrar as galerias da CMA. A sessão que acontecia no momento da chegada dos manifestantes teve que ser interrompida.
De acordo com o coordenador do “Movimento Não Pago”, Demétrio Varjão (foto principal), a manifestação aconteceu para que aconteça o congelamento da passagem do transporte público, cujo aumento foi aprovado pelos vereadores de Aracaju, e vai passar a ser cobrada a tarifa de R$ 2,45. “ Como aumentar a tarifa se os serviços oferecidos são de péssima qualidade? O povo não pode arcar com o descaso dos empresários do transporte e muito menos com a falta de compromisso dos vereadores que aprovaram essa tarifa absurda. Precisamos que alguma coisa seja feita em respeito à população que sofre diariamente circulando dos veículos sem condições”, disse.
Já o coordenador dos desalojados do bairro 17 de Março, Daniel de Jesus (foto ao lado), disse que os desalojados se uniram com intuito de cobrar dos parlamentares da CMA uma solução para as mais de 600 famílias que encontram-se amontoadas em barracos de papelão e lona em um terreno onde seria construída uma praça na localidade. “Os políticos só lembram da gente durante as eleições. Hoje são pessoas entre crianças e adultos amontoadas e jogadas no relento, pois não existe iniciativa de ninguém em nos ajudar. Queremos moradia, queremos ser tratados como seres humanos, queremos respeito e dignidade”, afirmou.
Os manifestantes acabaram sendo contidos pelas forças de segurança, e como não foram atendidos na CMA resolveram seguir para outro ponto do Centro Comercial de Aracaju.

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