Auditores fiscais de SE cobram reajuste e prometem paralisar atividades
Cotidiano 08/11/2017 10h30 - Atualizado em 08/11/2017 11h44Por Saullo Hipolito*
Na manhã desta quarta-feira (8), auditores fiscais do Estado de Sergipe realizaram uma manifestação, na sede da Secretaria da Fazenda (Sefaz), reivindicando um reajuste salarial de cerca de 30%. Os servidores vão paralisar suas atividades nesta quinta-feira (9) e sexta-feira (10) com o objetivo de chamar a atenção do Governo do Estado.
O manifesto é motivado pela negativa do governo em atender às reinvidicações dos servidores públicos. Segundo o presidente do Sindicato do Fisco do Estado de Sergipe (Sindifisco), Paulo Pedroza, são cinco anos sem que os salários sejam corrigidos.
“É muito tempo sem reposição salarial, o governo nega esse direito que é constitucional, o sindicato já apresentou outras reinvindicações como forma de resolver a questão da defasagem salarial que a categoria enfrenta e, infelizmente, eles se mostram insensíveis, com isso, o caminho foi fazer a mobilização de hoje e paralisar as atividades na quinta e sexta-feira, como forma de advertência”, disse.
A lei determina que todo ano os servidores tenham direito à uma correção pela inflação dos últimos 12 meses, entretanto, segundo o presidente do sindicato, o governo não reajustou o salário no período de 2014 a 2017. “Em janeiro de 2018 será completado cinco anos sem que haja reposição, no acumulado dessa época registramos uma perda de 30% de defasagem salarial”.
O Estado alega falta de verba para a revisão salarial e os sindicalistas acusam falta de transparência das receitas. Baseando-se nos relatórios do ano passado do próprio governo, o sindicalista garante que, depois de pagas todas as despesas do Estado, restou um saldo positivo de aproximadamente R$ 100 milhões.
Um dos pedidos dos auditores é pela construção de cinco postos fiscais. “Precisamos de postos em Indiaroba, Tobias Barreto, Simão Dias, Canindé de São Francisco e Cristinápolis. O governo anunciou que irá abrir o posto de Simão Dias para atender uma questão pontual por conta da safra de milho. Se não abrir uma unidade dessa, o Estado perde recursos”, afirmou Paulo.
F5 News procurou o governo do Estado, que não se manifestou sobre o assunto até a atualização desta matéria.
* Estagiário sob supervisão da jornalista Fernanda Araujo
Fotos: Saullo Hipolito

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