Baleias Jubarte podem ser vistas no litoral sergipano até o final do ano
Cotidiano 21/07/2017 12h35 - Atualizado em 21/07/2017 14h39

Por Fernanda Araujo

Esta semana uma baleia Jubarte foi flagrada por dois funcionários da Petrobras no litoral de Sergipe. A cena também foi observada por outros empregados embarcados em uma plataforma, fato que ganhou a curiosidade dos sergipanos.

Especialistas do Projeto Baleia Jubarte, da Petrobras, afirmam que as baleias têm hábitos migratórios e anualmente passam o verão alimentando-se de organismos do plâncton marinho no Atlântico Sul e retornam à costa brasileira no inverno e primavera, entre maio e dezembro, para rituais de acasalamento, para parir os filhotes e amamentar suas crias. Mas, como todo animal, elas correm o risco de encalhar no litoral brasileiro.

Enrico Marcovaldi, coordenador do Projeto, afirma que o grupo tem entre jovens, filhotes recém-nascidos até animais que podem chegar a 70 anos. Estima-se que a população desses animais esteja em torno de 17 mil no Brasil.

Os mamíferos poderão ser vistos no litoral sergipano até meados de novembro e dezembro, quando devem ir para o Atlântico. Poderão ser encontradas baleias solitárias, em dupla, em trio ou vários machos competindo entre si para copular com uma fêmea.

“A população dessas baleias ocorre do Rio de Janeiro, Natal, Sergipe, mas 70% é em Abrolhos, um arquipélago localizado no extremo sul da Bahia, e no norte do Espírito Santo. A temporada de reprodução delas é de julho a outubro, nessa época é natural observar baleia no litoral sergipano como também no litoral capixaba, baiano, alagoano, pernambucano, e até potiguar. Do meio para o final da temporada é quando elas começam a parir, então verão mais a ocorrência de fêmeas com filhotes. Existem várias populações no mundo inteiro, em todo o atlântico sul existem sete populações, uma delas frequenta o nosso litoral”, explica o coordenador.

O especialista acrescenta que as baleias Jubarte estão reocupando antigas áreas em que viviam. “Elas foram praticamente dizimadas durante vários séculos pela caça, que foi proibida em 1986 no Brasil. A partir dessa data, os remanescentes da baleia começaram a se recuperar, a primeira estimativa populacional que fizemos na década de 90 era de aproximadamente 2 mil. Antigamente, elas não apareciam mais no Rio de Janeiro e em Natal. Em Sergipe temos ocorrência de baleias vistas há 13 anos”, conclui Enrico Marcovaldi.

Vídeo cedido pela Petrobras

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