Bancas de revistas do centro de Aracaju são alvos de arrombadores
Cotidiano 30/07/2014 17h30

Por Aline Aragão

O comerciante Henrique Costa diz que está pensando em deixar seu ponto comercial - uma banca de revistas na Praça Olímpio Campos, no Centro de Aracaju. O motivo do descontentamento dele é a insegurança do local à noite. Foram quatro arrombamentos em menos de um ano. Mas ao perguntar o que está faltando na área, surpreendentemente ele responde: educação. 

Para o comerciante, aumentar o número de policiais e de rondas não vai resolver o problema. Ele até concorda que rondas frequentes e um policiamento preventivo podem ajudar na redução dos assaltos e arrombamentos, mas não são suficientes. “O que precisa mesmo é cuidar da educação das crianças e jovens, para que se tornem cidadãos de bem”, destaca. 

A situação se repete na Praça Fausto Cardoso. Nela, o vendedor Jailton Araújo cobra uma atuação mais forte da polícia. Ele conta que a banca de revista onde trabalha, foi arrombada três vezes em apenas um mês. “Essa insegurança é geral, todo centro comercial passa por isso e ninguém faz nada, falta policiamento ostensivo no local”, cobra o vendedor.

Uma comerciante, da Praça Olímpio Campos, que não quis ser identificada, informou que a situação não é pior porque os comerciantes pagam um vigia particular para tomar conta das barracas à noite, e ele acaba olhando os estabelecimentos que ficam na praça. Para ela, o policiamento que existe é centralizado e desorganizado. “Eles priorizam alguns locais e deixam outros entregues à marginalidade; precisam ser mais bem distribuídos”, reclama.

Segundo o assessor de Comunicação da Polícia Militar de Sergipe (PMSE), tenente-coronel Paulo Paiva, o policiamento na área é feito pela 1ª Companhia do 8º Batalhão, que faz o policiamento ostensivo, com rondas e abordagens. Durante a madrugada, o policiamento é feito por policiais a cavalo. A Companhia de Rádio Patrulha também reforça a área atendendo ocorrências e fazendo patrulhamento móvel. “À noite priorizamos os locais de grande circulação, que não é o caso dessas praças, não temos como colocar uma viatura em cada esquina da cidade, nenhuma polícia tem como fazer isso”, disse.

Paiva informou também que no caso de arrombamento a polícia não tem como prever o crime, já que o arrombador, na maioria das vezes, não carrega nada que possa incriminá-lo. E orienta que os donos de estabelecimentos cuidem do patrimônio utilizando sistemas de segurança passivo, como alarmes e câmeras. “A segurança passiva é um investimento que associado ao trabalho do patrulhamento traz resultados efetivos”, afirmou.

 

Foto: Aline Aragão

 

 

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