Por Laís de Melo
A população de Aracaju (SE) já pode se preparar para o aumento nos taxímetros. O coordenador de Transporte Público da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), coronel Péricles Menezes, confirmou que o prefeito João Alves já sancionou o pedido e só falta o INMETRO realizar as modificações nas bandeiradas. Para os táxis com desconto o valor da bandeirada vai subir de R$ 3,80 para R$ 4,15; nos que não possuem desconto o valor sobe de R$ 3,90 para R$ 4,25.
Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Taxistas (Sintaxi), Gerson Ferreira, o aumento não é satisfatório, visto que o pedido da categoria foi de um aumento na tarifa equivalente às perdas de 2013 e 2014, totalizando 15,90% de reajuste. “Mas a SMTT só liberou o aumento referente ao ano de 2013, que os taxistas não tiveram ano passado. Nós aceitamos a proposta deles por causa de todos os aumentos que aconteceram, então chegamos a esse acordo. Mas não é satisfatório para a classe”, ressaltou.
Para o vereador Adriano Taxista (PSDB) o aumento é justo. “Existe uma Lei nesta casa de que todas as vezes que tiver reajuste na tarifa dos ônibus, automaticamente tem que haver reajuste para os taxistas, e isso não aconteceu no ano passado”, explicou o parlamentar. De acordo com ele, devido ao aumento no preço do combustível é preciso que os taxistas tenham um reajuste para poder se manter. “Além disso, tem também o que é gasto com manutenção dos carros, como pneus, por exemplo, e a jornada de trabalho, onde a maioria trabalha de 15 a 18h por dia”, afirmou.
Mas essa não é a opinião de passageiros como, por exemplo, a jornalista sergipana Mirella Matos, que comparou o valor do táxi de Aracaju com os valores que são cobrados em Porto Alegre – cidade na qual ela morou por um período. “Do aeroporto de Porto Alegre, que fica localizado em um município vizinho ao da capital gaúcha, até o Centro eu pago R$ 16. Aqui em Aracaju, só para dobrar um quarteirão o valor já vai em R$ 5”, disse.
Além disso, Mirella leva em conta o fato de muitos taxistas usarem gás como combustível, ao invés de gasolina, e revelou que alguns tentam ir pelo caminho mais distante para sair mais cara a corrida. “Tem aqueles que nós temos que pedir para ligar o ar condicionado. Então, acho que o valor não condiz com o serviço prestado por alguns”, avaliou.

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