Brasileiros aderem a novos sabores do tradicional cafezinho
Afirmação é do proprietário de uma franquia de café em Aracaju
Cotidiano 24/05/2013 20h00

 

Por Fernanda Araujo

A bebida milenar, o café, é comemorada no Brasil nesta sexta-feira, 24 de maio. Com o país liderando o ranking como maior exportador de café do mundo, seguido por Vietnã, Indonésia e Colômbia, os brasileiros a cada dia consomem mais a iguaria e aderem aos novos sabores.

Segundo o dinamarquês Niels Haslund (foto), proprietário da franquia de café Delta Express, em Aracaju, o brasileiro está consumindo mais e ficando muito exigente. Diferente de épocas passadas, já não se contenta apenas  com aquele tradicional café preto e forte, mas adere a novos gostos, vindos de outros países. De acordo com ele, o Brasil agora toma cafés mais parecidos com

os dos europeus.

“O brasileiro sempre tomou muito café, mas ironicamente, por exemplo, os escandinavos, irlandeses, americanos, alemães são os que mais tomam café no mundo. Só que hoje em dia o gosto pelo café está começando a mudar no Brasil. Estão mais interessados no café de melhor qualidade, sem falar mal da qualidade do café brasileiro, mas antigamente não se dava muita importância no preparo do café. Era muito torrado, gosto muito amargo e muito forte. O consumidor está ficando mais exigente e procurando lugares para tomar expresso”, explica.

São tantas variedades, como o Café Blends (misturas internacionais de dois tipos: mais forte e um pouco mais suave), segundo ele, mais fácil talvez para os consumidores brasileiros tomarem porque é parecido com o café brasileiro; café de grãos da região de Manaus (mistura de grãos brasileiros, processados em Portugal e trazidos novamente para o Brasil); café do Timor (gosto forte); de Mussulo, região de Angola

(também uma mistura de grãos africanos e de gosto leve); e da Colombia (processado no país e exportado para o mundo inteiro, com sabor intermediário).

E há também novidades. Segundo Niels Haslund, hoje as empresas estão vendendo sete tipos de sabores em cápsulas (foto ao lado), não necessariamente de uma região, mas que vão do sabor mais forte ao mais fraco. “A vantagem é que em cápsula a oxigenação não ocorre, como nos outros cafés”, avalia.

No entanto, o cafezinho típico brasileiro não ficou de lado. O país ainda continua dominando este mercado e o café cada vez mais é aceito em empresas de todo o mundo. “Agora, eu acho que no país o café virou um produto menos importante, mas ainda o café brasileiro tem presença, acho que em todos os blends internacionais que existe no mercado mundial”, afirma.

Café Gourmet

E o novo conceito de café gourmet é também tendência no mercado dessa bebida. Nome que recebe a bebida e grãos do café de qualidade superior (especial), esse tipo leva todo um preparo diferenciado e cuidadoso, desde colhimento das sementes bem maduras ao procedimento de secagem e lavagem. “O Brasil usa muito essa expressão, mas já faz tempo que existem casas que oferecem café tipo gourmet, mas sem necessariamente utilizar a expressão”.

A empresa

A Delta Express, modelo cosmopolita, é uma franquia instalada no shopping Riomar, em Aracaju (SE). Proveniente de Recife, com quase 20 lojas, e nos estados de Brasília, Salvador e Belo Horizonte, é um acordo com o Delta Cafés de Portugal, um grupo antigo que tem origens nos tempos coloniais, e possue 30% do mercado de atacado no país. A franquia está no Brasil há cerca de sete anos e, em Aracaju, há pouco mais de um. A ideia é que tenha uma presença nacional no varejo.

 

 

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