“Brincadeira de mau gosto”, diz suposto vendedor de carne de cachorro
Cotidiano 29/09/2017 10h44 - Atualizado em 29/09/2017 20h04

Por F5 News

Uma semana após a vereadora de Aracaju  Kitty Lima (Rede) denunciar a oferta de carne de cachorro para consumo humano em um grupo de vendas online, o autor do anúncio procurou a parlamentar para pedir perdão pelo fato, alegando que tudo não passou apenas de uma “brincadeira de mau gosto”.

Segundo a vereadora, o anunciante se disse preocupado com a repercussão do anúncio. Kitty chegou a registrar Boletim de Ocorrência na 1ª Delegacia Metropolitana e, mesmo após o pedido de desculpas do autor, garantiu que levará a denúncia adiante.

“As pessoas precisam entender que animal não é objeto. Por mais que esse rapaz tenha dito que foi uma brincadeira, de muito mau gosto, diga-se de passagem, esse caso não pode passar impune. Eu me sinto no dever de alertar a população em relação à causa animal, que maus-tratos é crime, e que quem comete esses crimes será punido”, afirmou Kitty.

Ainda de acordo com a vereadora, o rapaz já teria anunciado a venda de carne de rã - na verdade, tida como uma iguaria e de venda usual nos grandes centros. “É por isso que eu não posso deixar esse caso passar sem uma resposta à sociedade”, afirmou Kitty.

Código de Proteção

Diante da repercussão negativa do caso, Kitty voltou a fazer um apelo aos vereadores da Câmara de Aracaju para que o Código de Proteção Animal – projeto de sua autoria - seja aprovado o mais rápido possível.

“Quem comete uma atitude dessas atinge as famílias sergipanas, a saúde pública, o meio ambiente e os animais. Por isso precisamos reforçar as leis que protegem todos os envolvidos nessa cadeia”, defendeu a vereadora.

Crime

No anúncio, o homem oferecia a carne de cachorro ao preço de R$ 50 e dizia que realizava entrega em todo o estado, aconselhando ainda os interessados em usá-la num churrasco.

“Fiquei chocada com o que vi. Em alguns países do Oriente, onde o consumo de carne animal de inúmeras espécies é culturalmente normal, já é proibida esta prática, a exemplo de Taiwan. Lá, o consumo da carne de cachorro foi completamente extinto”, disse Kitty.

A lei federal de crimes ambientais, em seu artigo 32, diz que “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”, e prevê ainda como pena detenção de três meses a um ano, além de multa.

*Com informações da Assessoria de Imprensa

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