Cabo Amintas: Justiça começa a ouvir vítima e testemunhas
Vereador de Aracaju é acusado de tentativa de homicídio
Cotidiano 12/04/2018 13h11 - Atualizado em 12/04/2018 14h25

Por F5 News

Foi retomado nesta quinta-feira (12) o julgamento do vereador de Aracaju, Cabo Amintas (PTB), num processo em que ele e outro militar - já falecido - são acusados de tentativa de homicídio ocorrida no ano de 2005. O julgamento acontece na Comarca da capital no Fórum Gumercindo Bessa, conduzido pelo juiz Sérgio Fortuna de Mendonça.

A vítima Marcos Eduardo Moraes Soares foi ouvida e acusou cabo Amintas, quando o vereador ainda exercia a função de policial militar, de induzir o colega de farda a atirar contra ele. O crime aconteceu no dia 18 de maio, no bairro Ponto Novo. A desavença teria começado após a venda de um carro para o cabo Amintas, que não teria efetuado o pagamento conforme combinado com a vítima. 

“Amintas disse que queria comprar o carro, perguntou como eu queria vender e nisso a gente se encontrou. No que a gente se encontrou, eu disse o valor do carro na época, eu disse: olhe você me dá R$ 2.200 e assume as parcelas. Ele disse: pronto eu fico com o carro, vou lhe dar R$ 1 mil agora e R$ 1.200 lhe dou em 30 dias e vou transferir o carro. No entanto, passaram os 30 dias, eu liguei, ele disse: segure mais um pouco. Passaram 60 dias, começou a chegar multa no meu nome, prejudicando minha habilitação. O carro já estava com busca e apreensão porque não estava sendo efetuado o pagamento das parcelas ao banco”, contou a vítima durante o depoimento.

Marcos Soares disse ainda que no dia em que a dívida seria paga, Amintas chegou ao local marcado com o policial militar. Os dois teriam o agredido fisicamente. “Ele me deu a primeira coronhada na cabeça. Eu tentando me defender do Neto e o Amintas do lado de cá batendo minha cabeça com o reboque no fundo do carro. Minha cabeça já estava aberta com a primeira coronhada e começou a sair massa encefálica, muito sangue. O Amintas se afastou, olhou para a cara do Neto e disse: atire!”, relatou. 

Em entrevista à TV Sergipe, o vereador negou as acusações e disse que somente teria acompanhado o amigo militar, que era quem tinha desavença com a vítima. Ainda segundo Amintas, a denúncia de que ele seria o mandante do crime não procede e tudo será comprovado.

“Na discussão dele com o rapaz, ele (o militar) acabou perdendo a cabeça, houve uma agressão física de ambas as partes e houve disparo da arma dele. Eu me encontrava desarmado no momento e todo esse processo deu-se apenas na questão de um disparo que partiu de uma arma que não era minha e estava na mão de outro policial”, alegou Amintas.

O julgamento havia sido marcado para dezembro do ano passado, porém o Ministério Público solicitou que a vítima fosse submetida a um novo exame pericial, já que o anexado ao processo estava vencido. Dez testemunhas ainda devem ser ouvidas até o final do dia.

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