Café Poético estimula jovens em cumprimento de medida socioeducativa
Cotidiano 21/11/2017 16h09 - Atualizado em 21/11/2017 16h16Na manhã desta terça-feira (21), aconteceu mais uma edição do Café Poético, realizado no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) Maria Pureza com meninos e meninas em cumprimento de medidas socioeducativas.
Entusiasta da arte como forma de sensibilização e esclarecimento, o educador social Adenilton Correia é o idealizador do projeto.
“Como nós trabalhamos com adolescentes em situação de vulnerabilidade social e econômica, pensamos em uma atividade em que eles pudessem ter acesso a literatura, arte e história ao mesmo tempo. Por diversos motivos, vários deles aqui normalmente não têm oportunidade de estar em contato com esse tipo de cultura. Os eventos são temáticos e nesta edição estamos trabalhando o Dia da Consciência Negra, em alusão a data que foi comemorada ontem, dia 20 de novembro”, ressaltou o educador.
Segundo Adenilton Correia, os ganhos são imensos, pois há uma reflexão não apenas sobre o racismo culturalmente enraizado, mas sobre o próprio reconhecimento de si dentro da sociedade. “A maioria dos jovens em cumprimento de medida socioeducativa é negra e pobre com atos infracionais frutos de roubo. Procuramos viabilizar ações de conscientização para que eles entendam que é preciso procurar outras formas de alcançar seus desejos pelo esforço honesto, não pela infração”.
Atualmente existem em Aracaju (SE) cerca de 83 adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa, divididos nos quatro Creas mantidos pela prefeitura do município. Deste total, 23 são atendidos no Creas Maria Pureza, sendo 17 em regime em meio aberto sob liberdade assistida e 13 com prestação de serviços à comunidade.
“Para nós, que somos de alguma forma privilegiados, é difícil imaginar que esta atitude pode acrescentar algo. Mas, faz uma diferença muito grande, pois são pessoas que nunca foram ao Parque da Sementeira, por exemplo, pois acham que não vão ter dinheiro para pagar e entrar. Ou não vão, simplesmente, porque alguém disse que não era o lugar deles. O nosso serviço tenta desmistificar esse pensamento e levar um pouco mais de afeto e entendimento sobre os espaços e as oportunidades”, salientou a coordenadora da unidade, Aline Fraga.
Fonte: Prefeitura Municipal de Aracaju
Foto: Danillo França

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