Caminhada da Amo alerta para o câncer de mama e exige Lei dos 60 dias
Ato foi realizado na tarde dessa sexta-feira, (24)
Cotidiano 24/10/2014 18h15

Por Tíffany Tavares

A campanha Caminhada do Outubro Rosa é realizada há quatro anos pela Associação dos Amigos da Oncologia (AMO) e tem como objetivo  mobilizar a sociedade sobre a prevenção do câncer de mama, na tentativa de diminuir os casos da doença.

Na tarde desta sexta-feira (24), centenas de mulheres caminharam pelas ruas de Aracaju vestidas de rosa, cor símbolo do movimento internacional de prevenção e de conscientização contra o câncer de mama. A concentração foi na Praça da Bandeira e a caminhada seguiu em direção à Praça Fausto Cardoso, no Centro da cidade.

Outro foco do evento é alertar a população a exigir o cumprimento da Lei 12.732/12, de 22 de Novembro de 2012, conhecida como a Lei dos 60 dias, que garante a qualquer paciente oncológico o início do tratamento em até 60 dias, após o diagnóstico detectado da doença.

Valdete Vieira dos Santos, 51 anos, teve câncer de mama, é assistida pela AMO e descobriu a doença na mama direita após realizar a mamografia periódica. Fez a mastectomia, enfrentou a radioterapia e a quimioterapia e atualmente está sob acompanhamento. “Aconselho a todas as mulheres a cuidarem da saúde da mama. Como descobri cedo a doença, estou quase curada”, alertou.

“É preciso abraçar essa campanha e exigir a Lei dos 60 dias, que deve mudar a realidade do Sistema Único de Saúde. A realidade é dura, aparelhos quebram e ficamos sem assistência na hora em que tanto precisamos”, completa Valdete, contando que interrompeu seu tratamento porque o aparelho quebrou.

A Lei dos 60 dias

Entrou em vigor em 23 de novembro de 2012 a Lei 12.732/12, que assegura aos pacientes com câncer o início do tratamento em no máximo 60 dias após a inclusão da doença em seu prontuário, no Sistema Único de Saúde (SUS).

A Lei foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff e teve sua regulamentação no SUS detalhada pelo Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O prazo máximo vale para que o paciente passe por uma cirurgia ou inicie sessões de quimioterapia ou radioterapia, conforme prescrição médica.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), são 52 mil novos casos por ano no Brasil, o que já é considerado uma epidemia nacional. Em países europeus, o índice de mortalidade é mais baixo que no Brasil, já que existe uma árdua campanha para o diagnóstico precoce.

Foto: AMO

 

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