Campanha de desarmamento leva doação de sangue ao Hemose
Comitê sergipano quer que ação seja três vezes no ano
Cotidiano 31/10/2012 15h24

Por Fernanda Araujo

A Campanha de Desarmamento no Estado de Sergipe levou ao Hemose doações de sangue na manhã desta quarta-feira (31). Com o tema “Doar sangue e desarmar são gestos que salvam vidas”, a ação começou logo cedo e está programada para durar até o final de semana.

Segundo o coordenador da ação, Acrenaldo Cardoso, membro do Comitê Sergipano de Desarmamento e corredor geral da Guarda Municipal de Aracaju, aproximadamente 30 pessoas compareceram ao Hemose na manhã de hoje, entre populares, representantes da OAB/SE, da Federação do Conselho de Segurança Pública e da Guarda Municipal. “Teve pessoas que falaram que iam doar hoje à tarde, amanhã... No cronograma do Comitê está previsto continuar essa campanha de doação para três vezes no ano. O Hemose está em uma situação muito ruim, o ideal seria de 100 a 120 doações por dia, tem dias que mal atinge 50”, alerta.

Sobre a Campanha de Desarmamento no estado, o coordenador Fábio Costa sustenta que, desde o início da campanha em maio de 2011 até agora, mais de 400 armas foram entregues voluntariamente pelos cidadãos à polícia. A Polícia Militar e a Civil também registrou, em aproximadamente um ano, mais de 1.700 armas apreendidas em Sergipe, com o apoio da campanha.

Ainda de acordo com Fábio Costa, apesar de Sergipe ser o 13º estado mais violento do país, a Barra dos Coqueiros a cidade mais violenta do estado e o Santa Maria o bairro com maiores casos de homicídio de Aracaju, a polícia continua recebendo grande número de armas nos postos da Polícia Civil e da Polícia Rodoviária Federal. “Ainda temos algumas pendências para melhor e propagar a campanha, mas graças a Deus Sergipe hoje está em 3º lugar no Nordeste em recebimento de arma de fogo”, afirma.

A campanha realiza ações diversas nas comunidades juntamente com o Batalhão da PM e com a Federação de Conselho de Segurança Pública, além de projetos educativos nas escolas em parceria com a Seed. “Nas comunidades tratamos dos conselhos comunitários locais de segurança. Procuramos onde tem mais incidência de morte e de roubo a arma de fogo, por exemplo, para tentar colocar a polícia nesses locais onde de fato necessitam”.

Agora no dia 22 de novembro, o Comitê realizará um colóquio sobre armas de fogo no Museu da Gente Sergipana. “Precisamos pontuar sobre a prioridade que a PM deve dar ao policiamento comunitário, o que não vem acontecendo hoje”. Saiba mais sobre a campanha pelo site www.desarme-se.org.br

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