Cardiotoxicidade será tema de roda de conversa em Aracaju
Cotidiano 19/06/2017 13h57

Você sabia que a cardiotoxidade ao tratamento do câncer é um assunto que está unindo cardiologistas e oncologistas, uma vez que sua ocorrência pode ocasionar um grande impacto nos resultados do tratamento no paciente? Se sua resposta foi não, então: atente-se!

De acordo com a cardiologista Thais Carvalho Vieira, que nesta terça-feira, 20, às 19h30, no Oliva Bartrô, estará discutindo o assunto juntamente com o médico William Giovanni, pacientes que se encontram em tratamento oncológico se tornam mais propensos a apresentar problemas cardíacos.

“A cardiotoxidade é um dos efeitos adversos mais significativos do tratamento oncológico, responsável por uma considerável morbimortalidade. Entre os eventos lesivos dos agentes/fármacos quimioterápicos no sistema cardiovascular, destaca-se, pela sua maior frequência e gravidade a ocorrência de insuficiência cardíaca com disfunção ventricular sistólica”, disse à doutora que, durante sua apresentação, debaterá um pouco mais sobre o envolvimento cardiológico nas doenças neoplásicas a fim de encontrar medidas de prevenção e tratamento para essa consequência.

Ainda segundo a cardiologista, nos últimos 20 anos, os avanços no diagnóstico precoce e no tratamento do paciente oncológico fez com que houvesse um aumento um aumento na sobrevida pelo câncer.

“Esse aumento se deu em decorrência dos quimioterápicos, mas, como decorrência dos efeitos colaterais deles está aumentando a incidência de doenças cardiovasculares. Vale frisar que os quimioterápicos estão mais eficientes, porém, seus efeitos colaterais estão afetando o coração levando a aumento da morbimortalidade”, explica Thais.

A doutora aconselha também que todo paciente em tratamento de câncer tenha seu risco monitorado e avaliado, evitando assim algum tipo de ocorrência cardiológica.

“É de vital importância que todo paciente que esteja fazendo tratamento de câncer tenha risco cardiovascular avaliado. Desse modo, se poderá realizar alguma estratégia de monitoramento da função cardíaca”, afirmou Thais, finalizando que esse acompanhamento pode ser feito através de dosagem de biomarcadores, ecocardiograma, além de limitação de doses de quimioterápicos. 

Fonte: Assessoria de Imprensa

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