Casais jovens optam por apartamentos simples, para não pagar aluguel
Financiamento para muitos anos é a principal opção Cotidiano 07/09/2012 21h00Por Allana Andrade
“Quem casa quer casa!”. Esse dito popular usualmente lembrado por noivos ou por quem está pensando em se casar nem sempre condiz com a realidade. Muitos recém-casados, principalmente jovens, não possuem condições financeiras para adquirir o primeiro imóvel.
Muitas vezes, a própria falta de informação faz com que oportunidades de compra passem e o desejo de mudar para um imóvel próprio seja adiado. Por isso, confira as dicas de quem entende do assunto e de recém casados que optaram por não pagar aluguel.
Juliana e Carlos Eduardo tem 10 meses de casados e, antes mesmo de realizar a cerimônia, resolveram economizar e dar entrada no apartamento. Com pouco mais de 60 m², o imóvel de dois quartos atende às necessidades iniciais do casal. “O apartamento não é muito grande, mas resolvemos comprar porque é o essencial para um casal que decide viver juntos”, analisa Carlos Eduardo.
A ideia de morar na casa dos pais não era bem vista pelo casal, por isso a escolha de um lugar próprio foi decisiva. Mesmo com o apartamento já pronto, foi necessário negociar e partir para um financiamento.“Financiamos o apartamento, porque comprar um imóvel à vista atualmente é quase impossível. Seria preciso vender algo de valor semelhante para conseguir a renda necessária e não tínhamos isso à mão”, afirmou Eduardo.
Investimento
Dois corretores imobiliários que trabalham vendendo apartamentos na planta (ainda sem construir) em um shopping de Aracaju explicam que, para ter acesso ao financiamento, é necessário uma renda mínima de R$ 1500. Isso centro do programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal, neste caso para um imóvel de cerca de 50m². O valor varia de R$ 90 mil a R$ 110 mil, podendo chegar a R$ 150, dependendo da construtora.
Segundo a corretora Larissa Trindade, o pagamento de um empreendimento é dividido em duas partes - 30% do valor do empreendimento é pago à construtora, os chamados balões ate a quitação da chave e os 70% de financiamento ao banco, de acordo com a renda do cliente.
Larissa Trindade informa ainda que, para conseguir o financiamento, é preciso comprovar “uma renda estável" e ter o nome limpo, ou seja, sem restrições ao crédito. A realização do sonho se torna mais viável, também, se o potencial comprador houver conseguido fazer um caixa para dar a entrada. "O metro quadrado está muito valorizado. O Minha Casa Minha Vida, por exemplo, tem que ter uns R$ 10 mil guardado para garantir as três primeiras prestações da construtora”, explicou.
Arícia e Wandycler programam se casar no próximo ano e aproveitaram o feirão da Caixa Econômica para comprar um apartamento. “Compramos financiado porque a gente decidiu de última hora, então o nosso vai sair em três meses. Ele é pequeno, mas preferimos assim, o condomínio é espaçoso e vai atender bem o que a gente quer por agora”, explicou Arícia.
Com relação ao financiamento, eles irão fazer como Juliana e Carlos Eduardo, dividir em vários anos. “Pretendemos ir adiantando o que pudermos, mas o financiamento vai mais de 30 anos”, afirmou.
Escolha
Os corretores imobiliários afirmam ainda que a escolha do imóvel depende de uma série de fatores, principalmente a necessidade do cliente. “Para escolher vai depender da renda, a gente analisa o cliente, se é casado, se tem filhos, a profissão, a renda, e depois do histórico do cliente, a gente vai oferecer o melhor empreendimento para adequar a ele”.
Há ainda os clientes que compram como forma de investimento. “Também sabemos se o cliente quer morar ou investir. Porque quem quer morar é mais exigente, escolhe a melhor posição, até o bloco eles escolhem. Sugerimos também, mas muitos já vêm com a ideia do que querem”, explicam.
Arícia e Wandycler já conheciam o condomínio e confiavam na construtora. “A gente gostava do local, o trânsito por lá é tranquilo e em Aracaju tudo é perto. Como gostamos da construtora, isso também pesou muito e no momento da compra ganhamos a cozinha completa”, conta Arícia.
Documentação
Para adquirir o imóvel, é necessário reunir uma série de documentos. “Primeiro tem o Imposto de Transição, a documentação é por conta do cliente (cartório), às vezes as pessoas têm o dinheiro completo, mas esquecem das taxas. Para comprar e regularizar toda a documentação, demora uns seis meses”, explicam os corretores.
Essa parte foi a mais demorada na opinião de Carlos Eduardo. “As principais dificuldades são com as documentações, as taxas de cartório são um absurdo de caras. E pra conseguir aprovação no financiamento foi uma burocracia terrível, muito lento. Foram dois meses quase para poder fechar a compra”, disse.

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
