Centrais Sindicais de Aracaju avaliam Greve Geral como positiva
Movimentos não descartam novas mobilizações
Cotidiano 13/07/2013 11h30

Por Fernanda Araujo

Representantes das centrais sindicais em Sergipe, CUT e Força Sindical, fizeram um balanço da mobilização nacional que paralisou vários setores no país e também em Aracaju (SE), na quinta-feira (11). Eles avaliam como positiva na capital. A greve geral foi convocada pelas Centrais Sindicais (CTB, CUT, UGT, CSB, NCST, CGTB, CSP-Conlutas e FS) para todos os sindicatos filiados em cada estado, em busca de melhorias trabalhistas.

Segundo o vice-presidente da Força Sindical, Alexandre Delmondes, a participação popular, como de vários movimentos sociais e sindicais, garantiu uma mobilização eficiente, que possivelmente trará ganhos. “Por força de convencimento e não de pressão, contrariando a CDL [Central de Dirigentes Logistas], todas as lojas do centro foram fechadas pela primeira vez. E eles ainda acompanharam a mobilização. Vimos o MST fechando as rodovias, petroleiros, trabalhadores da construção civil. Não conseguimos quantificar, mas a nossa estimativa foi de 5 a 6 mil pessoas”, lembra.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Sergipe, Augusto Couto, também comemorou o empenho dos movimentos sindicais, a participação popular e os trabalhadores da saúde, na mobilização.

De acordo com Delmondes (foto ao lado), as centrais procuraram pautar questões não só que afligem a sociedade, bem como questões trabalhistas. “Várias pautas estão engavetadas tanto no Congresso Nacional, quanto na Câmara. Como as 40 horas de trabalho, Fator Previdenciário, a tentativa de aprovar o parcelamento de férias. Toda a pauta que se refere ao setor patronal é votado e a do trabalhador fica engavetado. Por isso, fomos para rua cobrar que saiam da gaveta”.

“Sem dúvida, a avaliação foi totalmente positiva. Uma vez que a classe trabalhadora sempre foi a protagonista das grandes mudanças desse país. Foi isso o que a gente viu na década de 80 no processo de redemocratização e na luta pelas Diretas Já”, disse o representante da CUT, Plínio Pugliese.

Para ele, o ato foi necessário demonstrando que a classe trabalhadora quando unida vai às ruas e traz benefícios. Fato que não se via há alguns anos. Plínio Pugliese faz uma autocrítica dos movimentos sindicais no Brasil. “Não é correto dizer que os trabalhadores estavam dormindo, mas as centrais do sindicato se tornaram cada vez mais corporativistas, em foco mais na parte econômica de cada categoria. Deixando de lado as grandes reivindicações gerais da classe trabalhadora, como luta por educação, saúde e transporte público de qualidade. Agora vimos que foi o debate do transporte público a centelha para os movimentos no país inteiro”.

Ainda será possível uma nova mobilização. As centrais sindicais do estado irão esperar um novo comando nacional. Caso o governo não atenda as reivindicações, novamente irão para as ruas. “Não vamos deixar adormecer. Vamos para a rua toda a vez que tiver uma demanda”, disse Delmondes.

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