Centrais sindicais protestam contra Reforma da Previdência em Aracaju
Cotidiano 19/02/2018 10h15 - Atualizado em 19/02/2018 10h34

Por Saullo Hipolito*

Em protesto à Reforma da Previdência, sindicatos sergipanos realizam protesto em frente a agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na avenida Ivo do Prado, em Aracaju (SE), desde às 6h desta segunda-feira (19).

Com a retirada do tema da pauta pelo Governo Federal, centrais sindicais decidiram suspender momentaneamente a greve geral que era prevista para hoje.

O ato, organizado por representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e sindicatos de diversas categorias, tem como objetivo repudiar as ações do presidente quanto às modificações no sistema de aposentadorias propostas com o projeto de reforma.

“Estamos de forma unificada reivindicando contra a tentativa de implantação da Reforma da Previdência, que retira os direitos dos trabalhadores e precariza ainda mais o direito à aposentadoria”, disse o presidente do Sindicato do Fisco (Sindifisco), Paulo Pedroza.

De acordo com o presidente da CUT, professor Rubens Marques, a retirada do tema da pauta do Governo Federal foi um pressuposto para a suspensão da greve geral. “Os centrais sindicais decidiram pela suspensão para não queimar um cartucho nesta luta. A pauta foi modificada, mas sabemos que a qualquer momento a intervenção pode ser suspensa e eles retornarem com a discussão. Greve geral tem também muito investimento, por isso decidimos manter em funcionamento alguns setores, como comércio, transporte e bancos, mas é importante destacar que o resto continua em greve”, disse o professor.

A reforma estende a idade mínima de contribuição e o tempo de serviço, com isso a idade de aposentadoria para homem, por exemplo, que seria 60 anos passa a ser 65, a contribuição passa de 30 anos para 35. Contudo, a classe que mais sofrerá com a medida, de acordo com o presidente do Sindicato dos Previdenciários, Joaquim Antônio, será a das mulheres. "A mulher vai ser a mais prejudicada, pois passam de 30 para 40 anos de contribuição e a idade mínima passa a ser de 62 anos", avalia o presidente do Sindicato dos Previdenciários, Joaquim Antônio.

Para Paulo Pedroza, uma das medidas a ser tomada para reajuste da previdência é cobrar de todos os devedores, fato que para ele está prejudicando o balanço financeiro. “Devem ser cobradas todas as grandes empresas devedoras, como bancos, a JBS, esta é uma dívida que ultrapassa os R$ 7 bilhões, isso é um absurdo. Não se pode dar regalias aos grandes empresários e tirar do trabalhador”, afirma o presidente do Sindifisco.

O grupo faz, ainda pela manhã, uma caminhada pela avenida Barão de Maruim, depois seguindo para o centro comercial da cidade. Há um indicativo para todos os sindicatos de greve geral caso a reforma seja aprovada.

A manifestação está obrigando os condutores que seguem do sentido norte ao sul, a converterem na rua Estância. Agentes de trânsito da SMTT estão no local. De acordo com os sindicalistas, a partir das 14h, haverá outra manifestação em frente ao Palácio dos Despachos do Governo de Sergipe, na avenida Adélia Franco.

* Estagiário sob supervisão do jornalista Will Rodrigues.

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