Centrais Sindicais voltam a se mobilizarem contra medidas provisórias
Cotidiano 02/03/2015 11h51Por Fernanda Araujo
Movimentos sindicais, em vários estados do país, acordaram cedo nesta segunda-feira (2) para se manifestar, mais uma vez, contra as medidas provisórias anunciadas pelo Governo Federal, entre elas, as novas regras do seguro-desemprego que começam a valer hoje. Eles procuram sensibilizar os deputados federais para impedir a aprovação das medidas.
Em Sergipe, a Força Sindical faz vigília em frente à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), no centro comercial da capital. As medidas 664 e 665 do governo Dilma, são consideradas perversas pelos sindicalistas. “São medidas que tiram o abono salarial, o seguro-desemprego aumentando os prazos, mais ou menos 15 milhões de brasileiros vão ser afetados pela questão da aposentadoria”, explica o assessor de comunicação Igor Trindade.
O prazo para as medidas serem avaliadas pelo Poder Legislativo é de três meses. Caso sejam aprovadas, se tornarão Projeto de Lei, e isto, dificultará que elas sejam derrubadas no Congresso Nacional.
Para presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Transporte e Trânsito do Estado de Sergipe, Vivaldo Eloi dos Santos, as alterações na Previdência Social impactam, diretamente, as instituições que têm regime próprio de previdência porque alteram critérios que foram propostos anteriormente. Já no seguro desemprego não afeta o setor público, mas atinge em peso a iniciativa privada.
“Por causa da alta rotatividade que existe no mercado, como também prejudica os pescadores que, justamente, no período de defeso eles precisam. Ele veta a pessoa que tem o Bolsa Família em receber o seguro. Ora, uma coisa não está atrelado a outra. O benefício do bolsa família é um, a do seguro é outro”, contesta.
Hoje, o trabalhador demitido sem justa causa tem direito ao benefício do seguro após seis meses ou mais na mesma empresa, caso a medida provisória seja aprovada o tempo será ampliado a partir de um ano e seis meses.
Foto: Fernanda Araujo/F5 News
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