Central de Transplantes aponta dificuldades em transplante de rins
O último realizado em Sergipe foi em janeiro de 2012 Cotidiano 26/06/2013 17h45Por Fernanda Araujo
Dificuldades no transplante de rins paralisaram por muito tempo esse tipo de procedimento em Sergipe. O último transplante de rim realizado foi em janeiro de 2012. Enquanto isso, os pacientes estão sendo levados para outros estados fora domicílio.
A informação é do coordenador da Central de Transplante de Sergipe, Benito Fernandez, que apontou algumas dificuldades em realizar esse procedimento. No ano passado foram feitos 143 transplantes de córnea. Esse ano foram 58 transplantes de córnea e 59 pessoas aguardam na fila. Apesar de realizar com frequência transplantes de córnea e coração, os de rins não têm ocorrido.
“Tem um valor que o Ministério da Saúde paga em relação a acompanhamento pré e pós hospitalar, que são as consultas, esse valor nunca foi repassado para as equipes de transplante porque o Hospital São Lucas não disponibiliza ambulatórios para fazer as consultas. Realização de exames também agendados pelo SUS ou mesmo no NUCCAR demora muito tempo para marcar”, explica.
Outras dificuldades são a falta de recurso da Secretaria do Estado da Saúde para pagar a equipe de transplante. “As equipes de transplante que fazem captação de órgãos pleitearam pagamento sobre aviso para retirada de órgãos, que não existe no Brasil, mas querem que o Estado pague. Tudo é pago pelo Ministério da Saúde (MS), mas a Secretaria do Estado da Saúde não dispõe desse recurso”.
Além disso, segundo ele, os médicos também reclamam do valor que é pago para a retirada do órgão. “O MS paga 1.170 reais pela retirada do rim para dividir entre equipe, auxiliar e etc. Apesar que quando faz o próprio transplante tem outros pagamentos”.
Um dos problemas também é a falta de doadores necessários para atender a demanda. São mais de mil fazendo alguma modalidade de diálise, desses em torno de 400 a 500 esperam por transplante de rim no estado. Com isso a possibilidade é de que 40% a 50% das pessoas que fazem diálise sejam candidatas a transplante.
Para amenizar o problema, Benito Fernandez explica que está havendo uma negociação juntamente com a equipe técnica do Hospital Universitário para que comece a fazer transplante renal. Será uma nova etapa de fazer transplante em hospital público e não privado como é feito atualmente. A previsão é de começar no HU no início de 2014. Uma parceria com o Ministério da Educação e da Saúde vai estruturar o HU para que comece a realizar transplantes de rim, medula, fígado e córnea.
“Nós aqui no Estado não temos um estabelecimento público que faça transplante. É importante que as pessoas saibam que somente parentes de segundo grau ou cônjuge podem autorizar doação de órgãos. Além disso, doação de órgãos somente em caso de morte encefálica. É necessário também que os profissionais de saúde identifiquem esse potencial de doadores realizando diagnóstico de morte encefálica”.
E continua – "É preciso que as pessoas se informem. O transplante depende dos doadores, do profissional de saúde e da família. Segundo ele, a Central realiza vários projetos educacionais nas escolas, igrejas etc".
Quem desejar mais informações pode ligar para (79) 3259-3491 ou 3259-2899. A Central de Transplante de Sergipe funciona em anexo ao Hospital de Urgência de Sergipe.

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
