Chacina: testemunha muda depoimento no primeiro dia de julgamento
Crime aconteceu no bairro Coroa do Meio em julho de 2006 Cotidiano 30/05/2016 19h53Da Redação
Aconteceu nesta segunda-feira (30) a primeira parte do julgamento dos quatro réus acusados de participar da chacina da Coroa do Meio. O crime ocorreu em 2006 e terminou com três pessoas mortas e uma ferida. A sessão conduzida pelo juiz de Direito Edno Aldo Ribeiro de Santana ocorreu na 5ª Vara Criminal no Fórum Gumercindo Bessa, em Aracaju e deve ser retomada nesta terça-feira (31).
Seis testemunhas prestaram depoimento na primeira parte do julgamento, entre elas, uma das vítimas, Cássio Rodrigo Braga, que à época tinha 16 anos. Segundo a promotoria, em seu depoimento, o rapaz afirmou não se lembrar do que teria acontecido no dia do crime. Cássio mudou a versão apresentada no inquérito e disse que não conhecia os réus.
A tarde foi feita a leitura das peças e o julgamento foi suspenso. Os advogados de defesa dos réus Aldson Alexandre Vieira Santos, Diego Elias Santos Ferreira, Abraão de Jesus Chagas, o “Homem-Bomba”, e o policial militar Clélio Rangel Santos Dias, não concederam entrevista à imprensa.
O Crime
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Sergipe (MPE), no dia 11 de julho de 2006, os acusados e as vítimas estavam no bar Cheiro do Mar, localizado na Orlinha do bairro Coroa do Meio, zona sul da capital, quando ocorreu uma discussão entre eles. Horas depois, os acusados teriam seguido as vítimas enquanto elas deixavam o estabelecimento. Conforme o inquérito, Naldson e Diego seguiram em uma motocicleta, enquanto Clélio e Abraão em um veículo modelo Saveiro.
Na sequência, chegando à Rua Valdemar Silva Carvalho, naquele bairro, os quatro rapazes foram abordados pelos acusados. Segundo as investigações, os elementos mandaram que as vítimas deitassem ao chão. Em seguida, Alexandre teria desferido os disparos contra os rapazes.
Foram mortos o professor de artes marciais Aloísio Henrique Silveira Santos, 24, e os estudantes Jango Vinícius de Jesus Pinto, 20, e Lucas de Oliveira, 15. Já Cássio Rodrigo Braga Machado sobreviveu porque fingiu que estava morto.
Abraão de Jesus Chagas respondem ao processo em liberdade. Naldson e Diego estão presos. Eles respondem ao processo por triplo homicídio, tentativa de homicídio, e porte ilegal de arma de fogo.

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