Cirurgia não tem data definitiva para normalizar Radioterapia
Ministério Público deve ser acionado pela Assembleia Legislativa
Cotidiano 01/03/2018 13h55 - Atualizado em 01/03/2018 14h47

Por F5 News

O serviço de radioterapia, sem funcionar há mais de 40 dias no Hospital Cirurgia, em Aracaju, permanece sem previsão concreta de quando será normalizado. A direção da unidade acredita que este mês a máquina deve voltar a funcionar. Enquanto isso, cerca de 40 pacientes na luta contra o câncer continuam com o tratamento interrompido.

O técnico responsável chegou a trabalhar no aparelho, quebrado desde 14 de janeiro, mas segundo o hospital outros problemas foram constatados no equipamento, por isso precisará de mais tempo para que ele volte a funcionar.

“Os técnicos, um contratado pelo hospital começou os primeiros tratos, mas foi detectada a necessidade da vinda de outro engenheiro de Minas Gerais. Ele veio em duas visitas.Na primeira, voltou para buscar algumas peças, quando retornou foi detectado que precisava trocar outras peças, como o transformador do chiller, que faz a refrigeração da água para não haver o superaquecimento do acelerador linear”, esclareceu Milton Eduardo Santana, diretor-presidente da Fundação Beneficente, em entrevista à TV Atalaia.

O diretor afirmou ainda que a máquina tem mais de 30 anos de funcionamento na unidade hospitalar e já chegou a trabalhar em terceiro turno, atendendo mais de 100 pacientes por dia. "Hoje sua capacidade está limitada entre 40 a 50 sessões”, disse.

Segundo ele, o hospital esteve em busca das peças pelo país, sem sucesso. “O técnico vai hoje para os Estados Unidos. Ele disse que de 10 a 15 dias a partir de hoje estará retornando ao funcionamento”.

A deputada estadual Sílvia Fontes (PDT), presidente da comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, informou nesta quinta-feira (1) que deve acionar o Ministério Público para que a Secretaria de Estado da Saúde, atual gestora do contrato com o Cirurgia, seja responsabilizada pela desassistência aos pacientes oncológicos.

“A grande maioria dos pacientes ainda não retornaram aos seus tratamentos, é necessário responsabilizar a SES nesse sentido, até porque ontem tivemos informações técnicas de oncologistas de que com esse atraso de 40 dias, pessoas que tiveram três ou quatro sessões o tratamento não tem mais eficácia e voltarão do zero, com raríssimas exceções”, ressaltou.

Mais de 360 pessoas sequer iniciaram o tratamento contra o câncer, segundo dados que a deputada obteve junto à Central de Regulação. De acordo com Silvia Fontes, dois pacientes faleceram no período da suspensão da radioterapia e outro está internado em estado grave.

O hospital diz que a lista dos pacientes foi enviada à Central de Regulação para que eles sejam encaminhados à outra unidade.

Nova máquina

Ainda não foi concluída a obra do bunker, anexo ao Cirurgia, para receber a nova máquina de radioterapia. Segundo Milton Santana, devido à grandiosidade da obra o hospital não teria recursos suficientes para concluí-la, além disso, não seria possível retirar a máquina velha para colocar a nova no mesmo local por conta das medições distintas e exigências da Comissão Nacional de Energia Nuclear. “Estamos em tratativas com grupos de fora para que seja feita uma parceria e em seis meses comece a funcionar”, completou.

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