Clube Love acontece neste final de semana em Aracaju
Cotidiano 14/07/2017 07h40

O Clube Love, movimento itinerante ativo desde maio/2015, fruto do trabalho das ONGs Makanudos de Javeh (São Paulo/SP) e Total Educação e Cultura (Goiânia/GO), após a consolidação e realização de diversos eventos nacionais e internacionais em sua Fase 1, tratando da sexualidade saudável e responsável na juventude ao abordar a pornografia como assunto-chave, apresenta sua Fase 2: “Tá pronto pra DR?”

A essência do trabalho continua a mesma: sensibilizar a comunidade jovem sobre uma vida baseada no diálogo, em todas as suas esferas, a fim de se conhecer e de conhecer o outro. Por isso, continuamos insistindo na conversa. Como promover o protagonismo e não ser mais um no bando?

Num mundo adestrado para o consumismo, dominado por relações rasas, de busca constante pela imagem perfeita e aceitação virtual, onde os meninos se tornam homens apenas aos 35 anos e as mulheres requerem fazer o que quiserem com seus corpos, com base em seus direitos, como orientar uma geração a acordar desta hipnose líquida e a agir de forma crítica, histórica, política e emocionalmente situada? Como entender o valor de si e do outro para que as relações alcancem sua finalidade última: a promoção da vida?

A principal preocupação, neste momento, é refletir a respeito do que vem antes do sexo, antes da tomada de decisão, antes da percepção da vida apenas por meio de suas consequências, mas, antes, através de seu equilíbrio e sensatez nas relações. Por isso, a Fase 2 do Clube Love aborda as questões da identidade, da responsabilidade e do propósito do homem e da mulher nesta terra, à luz da Palavra de Deus, indicando caminhos, promovendo a reflexão e convidando a juventude a se tornar responsável num mundo de irresponsabilidade extrema.

Para além do “certo” ou “errado” e do “pode” ou “não pode”, quando o assunto diz respeito à responsabilidade de mulheres e homens na sociedade, basta perceber questionamentos incisivos que insistimos em ignorar: as mulheres, por exemplo, têm lutado por respeito. Mas os homens entregam imaturidade, irresponsabilidade, violência e descaso. O aborto, a gravidez precoce, o uso excessivo de pílulas do dia seguinte, os efeitos colaterais do aborto, as marcas da violência contra a mulher e o cenário de instabilidade traçam um panorama que revela: estamos fugindo do nosso propósito de vida, ou seja, fugindo de nós mesmos, nos escondendo em subterfúgios que, dia após dia, nos levam a “fazer sem pensar” repetidamente.

Imaturidade, medo dos compromissos, infantilidade continuada, irresponsabilidade extrema, culto ao ego, palavras sem valor, desprezo à família, centralidade do eu nas relações e nas perspectivas de futuro, falta de amor e de cuidado com o outro, em lugar de promoverem vida, geram instabilidade emocional, insegurança, solidão e paralisia diante de gritos que ouvimos todos os dias. As mulheres lutam por respeito, mas os homens legitimam, consomem e praticam a violência contra a mulher. Diante do opressor, as mulheres defendem-se usando a própria voz, quando, na verdade, a solução estaria na conversão de seu opressor. Os homens precisam passar “para o lado das mulheres”. As mulheres precisam passar “para o lado dos homens”. Assim, revemos posturas e andamos lado a lado, tendo necessidades e limites compreendidos.

Hoje, o discurso feminista, apesar de sua honrada pauta em busca do respeito às mulheres, tem legitimado consequências sem limites para as meninas. Na onda do “meu corpo, minhas regras”, garotas sentem-se encorajadas a todo tipo de atitude em nome do empoderamento. No entanto, as consequências são severas.

Queremos, nesta Fase 2, discutir as relações. Falar sobre aborto, gravidez precoce, ressignificar a virgindade, entender a alegria de ter filhos e compreender, de uma vez por todas, que a virgindade não se restringe ao hímen. Queremos entender, de uma vez por todas, que a nossa sexualidade tem a ver não só com nós mesmos, mas com o outro – e principalmente com o outro. São as marcas que deixamos na vida de alguém. A simbologia envolvida na concepção de uma sexualidade consequente – sexo com sentido – traz à tona a responsabilidade diante da vida do outro e no nascer da vida de outros.

Não há como negar o papel cada vez mais protagonista da mulher na sociedade. Precisamos admitir que, sim, homens e mulheres são diferentes. Civilmente iguais, mas naturalmente diferentes. Por isso, temos de ser responsáveis com nossas diferenças, para cuidar, zelar, proteger, amar e respeitar a quem quer que seja. Também por isso, queremos falar com os meninos a respeito de como eles podem ser homens seguros de si numa sociedade de mulheres que têm se posicionado como iguais e parceiras. Para a geração Elza (Frozen), a donzela (Cinderela) morreu.

Continuamos sem frescuras, sem falso moralismo, sem mi-mi-mi. Continuamos construindo diálogos a partir de um olhar de esperança a respeito da nossa geração. Continuamos pensando no futuro a partir do nosso hoje e do nosso passado. Continuamos entendendo que precisamos acertar o caminho e, para isso, precisamos de conversa. Neste sentido, a Fase 2 da Tour Clube Love é este espaço de desenvolvimento de ideias e resgate de sentido.

Serviço: Clube Love Aracaju - SE
Quando: 14 e 15 de JULHO
Onde: Igreja Sara Nossa Terra (SEDE) Dia 14/07/2017
Rua professor Joaquim Cardoso, 1450 - Coroa do Meio - Aracaju/SE
Igreja do Evangelho Quadrangular (SEDE) Dia 15/07/2017
Praça dos Expedicionários, 1154 - Getúlio Vargas - Aracaju/SE
Quanto: R$30,00 reais os 2 dias, e 20,00 reais e dia só
Inscrições e mais informações: www.facebook.com/clubelove / instragram @clubelove
 

 

Fonte: Assessoria de Imprensa

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