Colônia de férias é opção para movimentar a garotada no recesso escolar
Para muitos pais, é um custo necessário Cotidiano 07/07/2017 17h35 - Atualizado em 08/07/2017 11h39Aline Aragão
Todo ano é assim, chega a temporada de férias e para muitos pais conciliar trabalho e filho pequeno é uma tarefa nada fácil. A questão recorrente nesse período é: com quem deixar os pequenos?
Para a auxiliar de coordenação Alline Souza, não foi tão complicado assim. “Pelo menos nas férias de julho”, ela diz. Isso porque ela também está de férias e curtindo o período ao lado da filha Maria Eduarda, de seis anos (abaixo). “A gente faz de tudo um pouco, como está chovendo muito, tenho procurado entretê-la dentro de casa mesmo, com brincadeiras e desenhos, também vamos ao shopping com direito a sessões de cinema e parque”.
Já para o consultor de vendas Guilherme Tommy, as férias de julho estão pesando no orçamento da família. Ele e a esposa trabalham o dia todo, e sem ter com quem deixar a pequena Maria Júlia (abaixo), de três anos, o jeito foi recorrer a uma colônia de férias. “A minha filha adora, chega em casa já querendo voltar, mas meu bolso é quem reclama", diz.
A reclamação procede, porque bom mesmo só para os donos das colônias, que aproveitam o período para faturar uma renda extra. O preço médio de uma colônia de férias em Aracaju (SE) está entre R$ 300 (pacotes semanais de meio turno) a R$ 1200 (para pacotes mensais no período integral), com refeições incluídas.
A despesa é, na visão de muitos, necessária. Segundo a empresária Vanessa Rollemberg, que é proprietária de uma escola e berçário, a procura é tanta que ela chega a dispensar clientes. “Quem vem uma vez gosta e já garante vaga para o próximo ano”, diz.
A programação inclui atividades esportivas, artísticas, culturais e muita diversão, obedecendo à classificação da faixa etária que varia de dois a nove anos. “Além das atividades que oferecemos, contamos também com uma equipe de animadores, que foi contratada especialmente para a ocasião”, diz Vanessa.
O Guilherme não teve outra opção, se virou para ficar com a pequena em casa por uma semana, e botou a mão no bolso para custear as despesas de três semanas de diversão intensa para a filha.
Fotos: Arquivo pessoal

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