Combinação com álcool e direção causa muitos acidentes com vítimas
Cotidiano 28/02/2014 11h16Apesar das frequentes campanhas, alertando que a associação de álcool e direção não combina, muita gente ainda insiste em promover essa combinação perigosa, o que geralmente resulta em acidentes de trânsito. E no caso dos acidentes motociclísticos, o resultado é ainda mais devastador, pois, geralmente, deixam vítimas fatais ou causam sequelas para sempre. E no Carnaval, a ingestão de bebidas alcóolicas costuma ser ainda mais explosiva.
No feriadão do carnaval de 2013, de acordo com o balanço de produção do hospital, entre a sexta-feira (8) e a Quarta-feira de Cinzas (13), foram atendidos 892 usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Desde total, 185 foram de casos cirúrgicos - a maioria deles resolvida no setor de Sutura e Centro Cirúrgico do próprio HRL -, relacionados à violência urbana, como acidentes automobilísticos e de moto, atropelamentos, ferimentos por arma de fogo e branca e agressão física. Somente no domingo (10), dos 26 casos de pacientes vítimas de violência urbana, 17 deles, ou seja, 65,3% do total, foram causados por acidentes motociclísticos.
"No ano passado, tivemos muitos registros de acidentes de trânsito, principalmente, envolvendo motos, dentre eles o caso de dois jovens que chegaram à unidade com quadro de traumatismo crânio-encefálico (TCE) grave, apresentando sinais visíveis de embriaguez e que infelizmente evoluíram rapidamente para óbitos", lembra o enfermeiro Oldegar Alves Júnior, superintendente do Hospital Regional Monsenhor João Batista de Carvalho Daltro (HRL), localizado em Lagarto, município da região Centro-Sul de Sergipe.
De acordo com o superintendente do HRL, unidade gerenciada pela Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), além de ser totalmente contraindicado para quem vai dirigir, o consumo de álcool em excesso compromete a assistência aos pacientes nas urgências e emergências hospitalares. "O álcool dificulta, por exemplo, o diagnóstico terapêutico da lesão craniana, tendo em vista que essa substância provoca uma excitação que pode ser confundida com quadro de desorientação. Além disso, causa desidratação, retarda o tratamento da lesão e compromete a função medicamentosa", ressalta Oldegar Júnior.
Uso de capacete
Além da associação álcool e direção, outro fator, segundo o superintendente do HRL, contribui para agravar ainda mais os acidentes motociclísticos: é que grande parte dos usuários de motos e motonetas não costuma usar os equipamentos de proteção individual, principalmente, o capacete. Por isso, tanto no Carnaval quanto em outros períodos do ano tem sido cada vez mais crescente o número de vítimas de acidentes envolvendo esse tipo de veículo.
É o caso do lavrador João de Jesus Sales, de 45 anos, que há cerca de 17 dias se envolveu num acidente na região de Poço Verde, onde reside. "Eu viajava como carona e não usava capacete. Só lembro que na hora fiquei zonzo, pois bati com a cabeça no chão. Tive duas fraturas (uma na perna e outra no tornozelo direto) e felizmente eu não bebo", afirmou João de Jesus, que nesta sexta-feira, 28, retornou para uma revisão com o ortopedista no Hospital Regional de Lagarto.
Fonte: Ascom

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