Começa segunda fase da vacinação contra febre aftosa em Sergipe
Devem ser imunizados cerca de 600 mil animais bovinos e bubalinos Cotidiano 01/11/2015 11h05Da Redação
Começou neste domingo (1º) a segunda etapa da vacinação contra a febre aftosa em Sergipe. A expectativa é de que cerca de 600 mil animais bovinos e bubalinos com até dois anos sejam imunizados nesta fase. O prazo para aplicar a vacina é até o dia 30 de novembro. Os criadores podem adquirir o produto em lojas especializadas em todo o estado ao custo de até R$ 2,00. Após imunizar o seu animal, é preciso fazer uma declaração em um dos postos da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro).
Sem o registro de regularização das vacinas, os criadores ficam impossibilitados de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), que contém informações sobre a procedência da carga, destino, descrição dos animais e o calendário de vacinas. O documento também oferece facilidade para os criadores, que poderão consultar a Guia em todo o território nacional e segurança para a fiscalização, já que a comprovação da veracidade do documento é mais rápida. Para fazer qualquer movimentação de bovinos o produtor precisa da GTA.
Na primeira fase, que terminou em junho, foram imunizados cerca de um milhão de animais. Sergipe está no 20° ano em que não são registrados casos da doença, possibilitando o comércio dos animais vivos, produtos e subprodutos de origem animal com os demais estados da federação e outros países, a exemplo dos Estados Unidos que em junho autorizou a exportação de carne in natura produzida em Sergipe.
A doença
A Febre aftosa é uma enfermidade altamente contagiosa que ataca a todos os animais de casco fendido, principalmente bovinos, suínos, ovinos e caprinos. Dá-se em todas as idades, independente de sexo, raça, clima, dentre outros.
O vírus se isola em grandes concentrações no líquido das vesículas que se formam na mucosa da língua e nos tecidos moles em torno das unhas. O sangue contém grandes quantidades de vírus durante as fases iniciais da enfermidade, quando o animal é muito contagioso.
Também as pessoas que cuidam dos animais doentes levam em suas mãos, na roupa ou nos calçados, o vírus, o qual é capaz de contaminar animais sadios. Nos animais infectados naturalmente, o período de incubação, varia de dezoito horas e três semanas.
A gravidade da aftosa não decorre das mortes que ocasiona, mas principalmente dos prejuízos econômicos, atingindo todos os pecuaristas, desde os pequenos até os grandes produtores. Causa em consequência da febre e da perda de apetite, sob as formas de quebra da produção leiteira, perda de peso, crescimento retardado e menor eficiência reprodutiva. Pode levar à morte, principalmente os animais jovens. As propriedades que têm animais doentes são interditadas e os animais sacrificados, assim como das propriedades vizinhas e a exportação da carne e dos produtos derivados torna-se difícil, porque imediatamente as exportações do País são suspensas.
*Com informações da Agência Sergipe

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