Comunicadores fazem manifestação no Centro de Aracaju
Cotidiano 10/07/2013 10h27Por Marcio Rocha
A chuva não impediu a mobilização promovida pelos sindicatos dos Jornalistas e Radialistas de Sergipe. Vários comunicadores se reuniram no calçadão da Rua João Pessoa, no Centro de Aracaju, para chamar a atenção da população aos problemas que atingem as categorias em Sergipe.
Os jornalistas e radialistas se mobilizaram e fizeram panfletagem além de usar um carro de som para mostrar aos comerciantes e frequentadores do comércio do Centro da capital as dificuldades enfrentadas pelos profissionais de comunicação no estado, principalmente no tocante à questão salarial, considerando que os comunicadores sergipanos estão recebendo salários que figuram entre os mais baixos do Brasil.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Rádio do Estado de Sergipe (Sterts), a categoria sofre com salários irrisórios. A presidenta do Sindicato dos Jornalistas de Sergipe (Sindijor), Caroline Santos, lembrou que a realidade dos comunicadores de Sergipe é muito diferente do que é imaginado pela população.
“Os jornalistas sergipanos recebem um piso salarial muito baixo, apenas R$ 1.180, e muitos pensam que nossa realidade é diferente, mas estamos sofrendo com baixos salários. Também reivindicamos mais direitos sociais, como auxílio-creche, auxílio médico, entre outros. O jornalista sergipano não recebe nem dois salários mínimos pela missão de informar”, disse a presidenta Caroline.
Fernando Cabral, representante da categoria dos radialistas, destacou que os donos de meios de comunicação são políticos, em sua maioria e não querem negociar com os profissionais, impondo apenas o reajuste mínimo para a categoria.
“A classe patronal não nos dá atenção e ignora nossas reivindicações. Mal eles repõem a inflação e os salários de jornalistas e radialistas está perdendo valor a cada ano que se passa. Um radialista hoje recebe um vergonhoso salário de R$ 1.032, o que é o piso. Em Sergipe o piso e o teto salarial se misturam, o que mostra que a casa caiu para os comunicadores sergipanos. Não é apenas uma questão salarial, temos direitos sociais que devem ser respeitados e aplicados para os comunicadores”, comentou.
Mesmo com a forte chuva que atingiu o centro comercial de Aracaju, os jornalistas e radialistas não desistiram de fazer sua manifestação. Representantes das centrais sindicais CUT e CTB se fizeram presentes e apoiaram a manifestação dos comunicadores.
Imagem: Marcio Rocha

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