Condutores do Samu fazem panfletagem e anunciam greve
Cotidiano 10/08/2012 10h36Por Fernanda Araujo
Os condutores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência em Sergipe (Samu) realizam panfletagem desde o início da manhã desta sexta-feira (10) na Avenida Beira Mar, próximo à rótula de entrada para o shopping Riomar, na Zona Sul de Aracaju. Eles reivindicam melhores salários e condições de trabalho.
Segundo o presidente do Sindicato dos Condutores de Ambulância do Samu (Sindcon), Adilson Ferreira (foto abaixo), o objetivo é informar à população o motivo da manifestação e orientá-los quanto ao início da greve que será na próxima segunda-feira (13). Adilson afirma que a razão da greve não é prejudicar a população, mas sim reivindicar os seus direitos.
Durante a greve, 50% das ambulâncias irão paralisar atividades em todo o estado. De 60 ambulâncias, 30 vão ficar estacionadas e mais 30 Unidades de Suporte Básico (UBS) também serão paralisadas. Mas para evitar maiores prejuízos à população, todas as UTI’s móveis e uma parte das USB’s permanecerão em funcionamento, já que as unidades significam atendimento para risco eminente de vida.
“Toda a proposta do governo é indecente, podemos dizer que não existe nem proposta porque eles colocam o mesmo valor que a gente tem hoje. É um absurdo para um grupo de pessoas que se dedica e entra num estado de estresse constante para salvar a vida alheia, ganhar R$ 642,00 nos dias de hoje. Estamos reivindicando um salário justo. A gente quer que o Governo do Estado se sensibilize e nos chame para a negociação”, diz Adilson..
Os condutores pretendem negociar com o governo, com base em outros Estados, o salário de R$ 2.460,00. De acordo com Adilson, o Estado do Acre possui o PIB 1/3 menor que Sergipe, porém paga aos condutores o salário base de R$ 1.750,00. “Como é que um Estado tem um PIB menor que o nosso e consegue pagar quase dois mil reais e Sergipe quer pagar um pouco mais que um salário mínimo?”, questiona.
Além disso, os condutores reclamam de desempenharem função que não compete a eles. “Parte do atendimento é atribuída à gente, visto que um técnico de enfermagem do Samu não consegue fazer tudo. Nós desempenhamos duas funções: a de dirigir e a de socorrista. Não podemos ter dois empregos e por não sermos oriundos da saúde não temos vínculo com o hospital. É uma disparidade do grupo e o governo nos ignora”.
A greve é por tempo indeterminado e deve-se prolongar por meses, caso o governo não os convoque para audiência.

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