Gravidez
Confira cinco coisas que as mães de primeira viagem devem saber
É no dia a dia, errando e acertando, que uma mulher aprende sobre a maternidade
Cotidiano 21/05/2019 10h08

Quando um bebê nasce todos os cuidados da família se voltam para o novo membro, tão frágil e que exige tantos cuidados. Mas, ao mesmo tempo que o recém-nascido chega ao lar, uma mãe também acaba de nascer, de estrear em um novo mundo cheio de desafios e dúvidas. Por isso, elas também precisam de um olhar especial.

 O período após o parto, chamado puerpério, é o momento em que ocorrem intensas modificações físicas e psicológicas nas mulheres num curto espaço de tempo. Tantas mudanças podem gerar insegurança na mãe, que muitas vezes volta sua atenção para o bebê e acaba esquecendo de cuidar da própria saúde.

Sobre o assunto, a ginecologista Luisa Siqueira D’avila Melo, do Decós Day Hospital, esclareceu algumas dúvidas recorrentes a respeito desse período tão desafiador para as mulheres. Confira 5 dicas para as mães de primeira viagem:

1 - Amamentação e perda de peso

De acordo com a especialista do Decós Day Hospital, estudos comprovam que amamentar emagrece, porque a produção de leite promove a queima de uma grande quantidade de calorias.

Mas, se por um lado o aleitamento materno emagrece, por outro, também provoca muita fome e vontade de comer fora de hora. Por isso, é preciso ter cuidado para não exagerar e para consumir os alimentos certos. O ideal é manter uma dieta equilibrada, com refeições leves e nutritivas distribuídas ao longo do dia.

2 - Dieta

Segundo Dra. Luisa Siqueira, durante a amamentação a mulher não só pode, como deve fazer uma dieta equilibrada, porém, com uma ingestão calórica e nutricional adequada. Não devendo fazer dietas restritivas.

“A alimentação saudável e balanceada oferece às mulheres micronutrientes (vitaminas e minerais) fundamentais para garantir a secreção láctea adequada e também assegurar o correto desenvolvimento da criança”, ressaltou.

A perda de peso ocorre nos três primeiros meses e é mais intensa em mulheres que amamentam. Não se recomenda a redução de energia durante esse período e a dieta deve proporcionar nutrientes para a mãe e o bebê amamentado no peito.

Algumas dicas são: fracionar a alimentação em cinco ou seis refeições ao dia, aumentar a ingesta hídrica (3L/dia), evitar bebidas açucaradas, aumentar o consumo de verduras, legumes e frutas e evitar frituras são as principais orientações dietéticas para o período da amamentação.

3 - Exercícios físicos

A médica explicou que após o parto normal é possível voltar às atividades físicas em 15 dias. “Costuma-se liberar caminhada, corrida, musculação leve, abdominal, alongamento, ioga e pilates, se não houver complicações do parto. Já depois da cesariana são necessários 30-45 dias, voltando com atividades físicas leves e que não forcem muito a musculatura abdominal, mas sempre converse com o seu médico antes, porque cada caso é um caso”, afirmou Dra. Luisa.

4 - Métodos contraceptivos

É possível engravidar amamentando um bebê, por isso, para evitar uma gestação inesperada é bom se prevenir. Segundo a ginecologista, em geral, as mulheres que amamentam ficam menos férteis, mas não inférteis. Quanto mais o bebê mamar, menor é a chance de a fertilidade voltar.

Sendo assim, se realmente não quiser ficar grávida de novo, é bom utilizar algum método anticoncepcional adequado para quem amamenta assim que retomar a vida sexual. Recomenda-se o início da utilização do método anticoncepcional 40 dias pós-parto. O DIU pode ser colocado no pós-parto imediato, com um aumento na taxa de expulsão, ou 60 dias após o nascimento do bebê.

5 - Emoções

Ficar um pouco triste depois do parto é normal e esperado. Estima-se que 80% das mulheres tenham o chamado baby blues, certa melancolia que aparece nos primeiros dias do bebê em casa e dura no máximo um mês. Esta sensação tem mais a ver com a adaptação física e emocional à nova realidade, além das alterações hormonais bruscas que o corpo sofre nessa fase.

Mas a ginecologista alerta para os sinais da depressão pós-parto, que vai além, tanto na intensidade, quanto na duração dos sintomas. “Geralmente são notados de quatro a seis semanas após o parto e podem se arrastar por um ano (ou mais, em alguns casos). Ansiedade, irritabilidade, mudanças de humor, cansaço e desânimo persistentes estão no topo da lista de indícios, que também passam por diminuição de apetite, insônia e sensação de incapacidade”, destacou.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa

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