Conheça os riscos de roer a unha e mastigar de forma incorreta
Cotidiano 01/02/2018 14h15

Segundo o departamento de Cefaléia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), cerca de 30 milhões de pessoas sofrem com dores de cabeça no Brasil. A cefaleia é queixa frequente entre brasileiros e muitas vezes relacionada à problemas na visão, exposição ao barulho e o estresse. Mas ela também pode ser indicativo de Disfunção na Articulação Temporomandibular (DTM).

A Articulação Temporomandibular (ATM) controla o movimento da mandíbula e liga o maxilar ao crânio. Bruxismo, hábitos inadequados de mastigação e até mesmo fatores emocionais, como estresse, tensão e ansiedade podem alterar o funcionamento equilibrado dela resultando na DTM.

Dores no pescoço, na face, dificuldade de abertura da boca ou desvio da boca quando abre e travamento também são indicativos do problema.

De acordo com o cirurgião bucomaxilo Thiago Santana a DTM tem afetado grande parte da população mundial, trazendo sinais e sintomas desagradáveis. “ A DTM pode interferir na função mastigatória, causar dores nos músculos ou deslocamento da mandíbula no simples gesto de abrir a boca. Dessa forma, o paciente não consegue conviver e alimentar-se corretamente trazendo outros problemas de ordem sistêmica como problemas gástricos, nutricionais e até mesmo psicológicos. Há casos relatados de suicídio”, alerta.

Diagnóstico

Quando descoberta a disfunção na ATM não se pode esperar muito para procurar ajuda, pois o problema tende a se agravar conforme o passar do tempo. Além disso, o diagnóstico para a doença é delicado e requer muita investigação. “Apesar de o exame clínico ser soberano, para fechar o diagnóstico é necessário realizar exames de imagem. Em geral, o exame mais solicitado é a radiografia panorâmica dos maxilares. Porém, para ver estruturas não ósseas da articulação é necessária a ressonância magnética”, explica Dr. Thiago Santana.

Segundo o especialista, é frequente, em seu consultório, surgirem pacientes portadores da DTM relatando que outros profissionais consideraram normal situações como zumbido e estalo na mandíbula, por exemplo. “Essas condições não são normais e indicam que, no mínimo, há algum grau de alteração nesta articulação que pode ser desde leve até algo mais grave como uma degeneração de constituintes da ATM”, diz ele.

Tratamento

As medidas para reverter a situação variam conforme os fatores causadores das DTMs. Muitas vezes o tratamento é multidisciplinar requerendo a atuação de mais de um profissional da área da saúde.

Os tratamentos habituais são dispositivos de mordida (placas oclusais), técnicas de relaxamento, laserterapia, aplicação da toxina botulínica, medicações, modificações na dieta, termoterapia, fisioterapia e, em casos que o tratamento conservador não foi resolutivo, a cirurgia.

Escolher um bom profissional que realize uma investigação precisa e minuciosa é de extrema importância, pois muitas vezes, a cirurgia conservadora (artrocentese e artroscopia) podem evitar um agravamento dos problema e muitos profissionais por desconhecimento não recomendam e optam por tentar tratamentos conservadores e o reflexo desta opção será o agravamento do problema no futuro.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa

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