Conselho Regional de Odontologia visita Deso para tratar da fluoretação da água
O processo, recomendado pela OMS, tem como objetivo a prevenção da cárie
Cotidiano 03/08/2018 16h41 - Atualizado em 03/08/2018 17h34

Na manhã desta sexta-feira (03), representantes do Conselho Regional de Odontologia de Sergipe (CRO-SE) se reuniram com o presidente da Companhia de Abastecimento de Sergipe (Deso), José Gabriel Almeida de Campos, para solicitar informações sobre o processo de fluoretação da água em Sergipe.

Fluoretação é uma tecnologia de Saúde Pública, empregada desde 1945 e recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo Ministério da Saúde, e por todas as entidades odontológicas e de saúde coletiva do Brasil, para prevenção da cárie dentária. A água de abastecimento público é utilizada como veículo para o flúor, elemento químico presente no ambiente. Sua utilização vem sendo considerada fator decisivo para o declínio observado na prevalência de cárie nas cidades brasileiras.

“A fluoretação é fundamental para a redução dos índices de cárie na população. E sabemos que o preventivo é muito mais barato para o sistema público que o restaurador. Então, os Conselhos Regionais estão atentos a esta questão nos seus estados”, disse o presidente do CRO, Anderson Lessa Siqueira.

De acordo com a Deso, a tecnologia vem sendo aplicada desde 1985 em Sergipe, havendo cobertura de 90% do território. “E a concentração de fluor é aplicada de acordo com a legislação. Conforme preconiza o anexo 21 da portaria de consolidação nº 5, para a temperatura do nosso estado (em torno dos 27°), o recomendado é trabalhar entre 0,6 e 0,8 mg/l, sendo 07 o ideal. Apesar da portaria tratar como máximo de 1,5, como temos municípios com temperatura mais baixa, limitamos trabalhar com o máximo de 1,0 mg/l. Então a concentração usada fica entre 0,6 e 01 mg/l”, explicou Giovani Silva, gerente de controle de qualidade da companhia.

Ainda segundo ele, o índice CPOD (índice de dentes permanentes cariados, perdidos e obturados) de Aracaju coloca a capital em segundo lugar de excelência na região Nordeste. “O índice é muito bom e comprova que a Deso está fazendo o seu papel. Aracaju tem índice em torno de 1,13, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece em cerca de 2.20. Então o nosso estado está muito bem”, avaliou Giovani.

O CRO-SE ainda propôs a realização de visitas guiadas de acadêmicos a estações de tratamento e laboratórios da Deso, com o objetivo de mostrar o trabalho desenvolvido no processo de fluoretação. Segundo o presidente da Deso, Gabriel Campos, atividades como essa - de interação entre a companhia e a comunidade - são feitas rotineiramente. “Temos o programa ‘A Deso vai à escola e a escola vai à Deso’. Em que pese ser voltado para estudantes do ensino básico e fundamental, também podemos estender à comunidade acadêmica. Basta alinhar o contato através da nossa Gestão Socioambiental”, disse o presidente.

Fonte: CRO/SE

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