Coordenadora de escola acusa policial civil de ameaça
Cotidiano 05/04/2014 08h00Por Marcio Rocha
Um caso acontecido no dia 13 de março veio à tona nesta sexta-feira com a informação recebida pela reportagem F5 News sobre uma coordenadora da Escola Municipal Tancredo Neves, localizada na cidade de Nossa Senhora da Glória, região do semiárido sergipano, localizada a 126 km de Aracaju, ter sido ameaçada por um policial civil de agressão física.
De acordo com informações, a coordenadora convocou o policial que é pai de um aluno da escola, devido ao comportamento indisciplinado do menor e após ter conversado com a mãe do garoto, para que o menino melhorasse seu comportamento, sem sucesso, para conversar sobre o aluno e tentar controlar o garoto.
Ao conversar com o pai do garoto, o pai disse que a professora não era apta a exercer a função de coordenação e culpou a professora do garoto por suas ações de indisciplina. A coordenadora afirmou que o policial civil disse que ela estava sob influência da mãe do menino, de quem o pai é separado. Segundo a professora, o pai do garoto estava armado no momento em que esteve na escola e que a todo momento batia com a mão por sobre a pistola que portava, ao dizer que iria agredir sua ex-esposa pelo inconveniente causado a ele de ter que ir ao estabelecimento de ensino.
A professora foi prestar queixa na delegacia da cidade contra o policial por ter se sentido ameaçada. Orientada pelo advogado da Secretaria Municipal de Educação, a coordenadora voltou com a mãe para fazer novamente o boletim de ocorrência. A professora disse que o tom da conversa do policial civil com ela foi ameaçador. “O policial não estava fardado, mas estava com a arma na mão. Toda hora batendo no bolso, gesticulando que tinha uma arma. Pra mim, isso é uma ameaça. Estou com medo por minha própria vida”, disse a coordenadora pedagógica, destacando que a mãe do garoto está processando o ex-marido por agressões físicas sofridas.
O policial civil, pai do garoto nega as acusações feitas pela coordenadora da escola, afirmando que disse que iria denunciá-la na Secretaria Municipal de Educação da cidade, mas nunca que houvesse ameaçado a professora com quem conversou em momento nenhum. Ele disse para a coordenadora que iria conversar com o menino, pra orientá-lo sobre seu comportamento em sala de aula. Segundo ele, conversou com o garoto e meses depois, ele agiu de forma reincidente com indisciplina.
O pai do garoto de 11 anos disse que foi bem recebido pela coordenadora da escola após conversar com a professora de seu filho e que sugeriu a convocação de uma reunião de pais composta com os genitores dos outros três alunos que estavam com comportamento inadequado em sala de aula, para resolver o problema. O pai disse que recebeu um novo contato da coordenadora da escola, reclamando de seu filho, dizendo que o menino seria uma má influência para os outros alunos da escola. Segundo o pai, a conversa com a coordenadora por telefone terminou com a ameaça de expulsão do garoto da escola.
Acompanhado de um colega de trabalho, o policial civil foi para a escola para conversar com a coordenadora sobre a ameaça de expulsão. Lá chegando, encontrou com a mãe do garoto e eles foram até a sala da coordenadora. Ao conversar com a professora de seu filho, recebeu a informação que o menino é um bom garoto, contradizendo a informação da coordenadora, mas que está com dificuldades para atender suas ordens para fazer as atividades de classe. O pai questionou à coordenadora, o porquê de seu tratamento com indiferença ao garoto. Ele questionou o método de abordagem, considerando que seu filho estava sendo considerado um delinquente. Segundo o pai, a coordenadora teve uma reação agressiva e gritou com ele. Foi quando o policial disse que denunciaria a coordenadora para a autoridade educacional do município.
“O que eu disse foi que ela não tem condições de exercer a função. O que eu acho que é certo eu digo. Ela disse que eu a ameacei. Ela está mentindo. Tantas crianças ali, juntamente com meu filho no colégio e ela dizer que eu ameacei? Ela é mentirosa. Eu disse várias vezes que ia denunciar ela”, disse o pai.
A reportagem F5 News apurou que há um procedimento instalado na Delegacia Regional de Nossa Senhora da Glória, onde o caso está sendo apurado.

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