Corpos de bebês trocados em maternidade de Aracaju são exumados
Polícia fará identificação por meio de exame de DNA Cotidiano 19/01/2018 11h50 - Atualizado em 20/01/2018 08h55Por Saullo Hipolito*
Na manhã desta sexta-feira (19), por volta das 9h30, no cemitério São João Batista, na zona Sul de Aracaju, a Polícia Civil realizou a exumação dos corpos dos bebês, para identificar qual foi trocado na maternidade Nossa Senhora de Lourdes, no dia 27 de dezembro. De acordo com a polícia, não houve crime no caso, mas sim um erro administrativo.
Para o delegado responsável pela investigação, Fernando Melo, o inquérito está praticamente concluído, aguardando apenas a realização do exame de DNA que será feito em Salvador e dará uma conclusão ao caso, com uma previsão média de 30 dias.
“O exame inicial será baseado na ficha que a maternidade irá nos fornecer, que será a impressão do pezinho, com ela talvez exista condição de comparar os corpos e, assim, antecipar a identificação, mas é claro que esperaremos o exame DNA para o laudo final”, disse o diretor do Instituto Médico Legal (IML), José Aparecido Cardoso.
Ainda segundo Fernando Melo, a polícia já apurou e constatou que a causa do incidente não foi proposital. “Já foram levantados todos os indícios e ficou comprovado que não houve crime algum, o que ocorreu foi um mero erro administrativo. Estamos aqui somente para dar uma resposta à família e identificar os devidos corpos”, disse.
De acordo com o diretor do IML, após a retirada dos corpos, estes serão encaminhados a Salvador, onde será realizado o exame de DNA identificando as crianças e comprovando o erro.
“Através dos exames realizados pelos legistas que acompanharão o caso, pretendemos dar uma resposta conclusiva o mais rápido possível, em média teremos que aguardar cerca de um mês para o laudo final", disse José Aparecido. As amostras de DNA das famílias já foram coletadas na segunda (15) e terça-feira (16).
O caso
O secretário de Estado da Saúde, Almeida Lima, explicou o caso por meio de um áudio gravado pela assessoria de comunicação do órgão. Segundo ele, no dia 23 do mês passado, às 6h15, três corpos foram encaminhados ao necrotério da unidade, um de parto único e outro de gêmeos.
“Já chegamos à conclusão que, no dia 27, a mãe dos gêmeos foi retirar os corpos para as providências de sepultamento. Houve um engano da servidora da maternidade, que entregou um dos dois gêmeos e o outro da outra mãe. No dia 30, quando a outra mãe foi à procura para receber o corpo do filho falecido, lá não estava. Coincidentemente os servidores encontraram um corpo que, na verdade, era da outra mãe que teve gêmeos”, afirmou o secretário.
Em depoimento à polícia, a servidora que trocou os corpos disse que o erro teria ocorrido porque os bebês tinham quase as mesmas características, como o peso, além disso, as mães possuiam os nomes semelhantes. Os pais dos gêmeos também foram chamados pela polícia.
* Estagiário sob supervisão da jornalista Fernanda Araújo.

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