“Covardia sem tamanho”, diz filho de capitão da PM executado em SE
Cotidiano 05/04/2018 13h30 - Atualizado em 05/04/2018 14h18

Por F5 News

“Uma covardia sem tamanho”. Assim definiu um dos filhos do capitão Manoel Oliveira, o atentado no qual seu pai foi executado com mais de 30 tiros, no alto sertão de Sergipe. Sem mostrar o rosto, em entrevista à TV Sergipe, no começo da tarde desta quinta-feira (5), o filho do militar reforçou a informação que já tinha sido passada pelo irmão do comandante do Pelotão da Caatinga, de que o oficial vinha sendo ameaçado.

Com descendência indígena, o capitão de 42 anos de idade e 24 de corporação foi assassinado em uma emboscada no trevo de acesso ao município de Monte Alegre, quando voltava para casa. O filho destacou a conduta do seu pai durante a carreira militar e disse esperar justiça.

“Ele cumpriu o seu dever, sempre deu o máximo para a família e para proteger a sociedade, mas ele recebia ameaças porque fazia um trabalho sério, era um calo no pé de muitos traficantes e pistoleiros, por conta disso, aconteceu essa tragédia”, declarou um dos três filhos do capitão Oliveira, que foi o fundador do Pelotão que comandava.

Honras militares

O corpo do capitão Oliveira será levado ao Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap), situado na Rua Argentina, s/nº, no Bairro América, no começo dessa tarde. No Centro de Formação, o militar permanece até 16h30, depois o corpo do oficial segue, em carro aberto do Corpo de Bombeiro Militar de Sergipe, para o Velatório Piaf, localizado na esquina das Ruas Laranjeiras com Porto da Folha, no Bairro Getúlio Vargas, em Aracaju, onde permanece até a manhã da sexta-feira (6), recebendo todas as honras militares devidas.

Às 5h da sexta, o cortejo fúnebre segue para o município de Porto da Folha, distante 190 quilômetros da capital, com chegada prevista para 8h, onde acontece missa de corpo presente na Igreja Matriz de Porto da Folha. Logo após a missa, ocorre o sepultamento no Cemitério São Joaquim, também com todas as honras militares previstas.

Policiais militares e civis seguem mobilizados para prender os assassinos do capitão Oliveira. As investigações são conduzidas pelo delegado Dernival Eloi, do Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope). Informações podem ser passadas pelo Disque Denúncia 181.

 

Foto: cedida por Leonardo Barreto

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