CREA/SE alega desconhecer que obra estava sem engenheiro
Profissional abandonou a obra quando começou a fundação
Cotidiano 22/07/2014 10h19

Por Aline Aragão

O presidente do conselho de engenharia do CREA/SE, Jorge Silveira, estava no estado do Acre quando ficou sabendo através da televisão do desabamento de um prédio de cinco andares em Aracaju no último sábado (19). Silveira disse que pegou o primeiro avião para a capital sergipana e se juntou às pessoas que acompanhavam o resgate da família sob os escombros. De acordo com o engenheiro, será feito um levantamento técnico de toda obra, do terreno à estrutura e aos materiais utilizados na construção. “Vamos reunir todas as informações do CREA, dos Bombeiros, da Defesa Civil, e demais órgãos competentes, para, a partir daí, começar a montar um laudo sobre as possíveis causas do desmoronamento e no máximo em 45 dias apresentar os resultados", explicou.

Segundo os dados do CREA, o projeto contava com um pavimento inferior de garagens, e mais três pavimentos residenciais, e tinha apenas um engenheiro responsável, mas que teria abandonado a obra há cerca de um ano. Após o desabamento foi constatado o acréscimo de mais um pavimento.

Em entrevista a uma emissora de rádio, nesta terça-feira (22), Silveira disse que o CREA/SE não tinha conhecimento de que a obra estava sem engenheiro, já que o profissional não deu baixa no órgão, informando a saída da construção. O presidente conversou com o engenheiro responsável pelos projetos e informou que quando começou a fundação da estrutura, não houve acordo com o proprietário e o engenheiro se retirou da obra.

“Nesse momento, a obra deveria ter sido interrompida, pois uma obra desse porte não pode seguir sem a presença constante de um engenheiro”, disse o presidente, informando também que, segundo informações de pedreiros que trabalhavam na obra, o proprietário tocava a obra sozinho, como se fosse o encarregado – comprando matérias e dando palpites na construção.

Sobre os culpados, Jorge Silveira disse que irá depender dos laudos, mas que no caso do CREA, as penas variam de advertências à suspensão de registro. “Mas ainda é prematuro fazer qualquer avaliação, a situação é complexa e precisamos ser cautelosos”, informou.

O engenheiro disse também que é preciso ficar atento aos sinais e que toda estrutura que tem ameaça de cair dá avisos claros. “A porta começa a não fechar, algumas vigas trincam, ouvem-se também estalos. Tudo isso são indícios de que algo de errado está acontecendo”, alertou.

 

Foto: Aline Aragão

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