Cremese denuncia mais uma vez situação de caos no HUSE
Relatórios indicam que pacientes encontram-se em risco de vida
Cotidiano 21/06/2013 19h00

Por Laís de Melo

Imagens reveladas nesta sexta-feira (21) pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de Sergipe (Cremese) denunciam a situação de superlotação em que se encontra o Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE), colocando pacientes em risco de vida, expostos a lixo e sujeitos a contraírem infecções. Esse diagnóstico, feito pela Comissão de Fiscalização do Cremese durante seis meses, aponta que a condição do hospital é muito grave.

Há quatro anos vem sendo realizados relatórios pelo conselho, indicando a carência de profissionais e equipamentos, além da superlotação. As imagens feitas pela comissão de fiscalização revelam que a situação está fora de controle.

A partir da avaliação feita pela comissão, a realidade é que o Huse precisa passar por uma intervenção. As alas azul, verde e salas de cirurgia são as principais áreas do hospital que se encontram em situação de caos. As imagens divulgadas pelo conselho mostram que homens e mulheres ocupam as mesmas alas, o que tira deles e delas toda a privacidade.

Três salas de cirurgia estão impossibilitadas de serem utilizadas para esse fim, pois foram transformadas em enfermarias. O problema se agrava pela sujeira observada no local, onde copos e garrafas servem como depósito de urina, misturando-se com alimentos e gerando uma infestação de moscas.

De acordo com o conselheiro do Cremese Hyder Aragão, o conselho não pode gerar intervenção no local, mas devido à perpetuação do problema, que vem sendo denunciada desde 2009, serão feitas condutas básicas. A primeira será uma notificação ao governo do Estado, para que corrija os problemas encontrados nos relatórios. O governo tem um prazo de quatro meses para transformar a situação, sobre pena de interdição ética dos médicos da área azul.

Hyder Aragão também acredita que exista solução para desfazer o quadro atual, mas depende de uma política de saúde pré-estabelecida. “Ela passa por decisões políticas e administrativas que estão além do que a sociedade meramente pode fazer. São decisões políticas, e os dirigentes devem se conscientizar disso e não achar que está tudo bem”, ressaltou.

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