Cremese explica interdição ética de anestesiologistas em hospital
Decisão foi tomada depois que hospital cancelou cirurgias emergenciais Cotidiano 18/01/2013 15h10Por Silvio Oliveira
O Conselho Regional de Medicina (Cremese) realizou uma coletiva, na tarde desta sexta-feira (18), para explicar o porquê de interditar eticamente o grupo de anestesiologistas que trabalham no hospital regional Monsenhor João Batista de Carvalho Daltro, em Lagarto (SE).
A decisão de interditar surgiu depois de uma fiscalização realizada no dia 15 de janeiro, por consequência de denúncia feita ao Conselho por sete anestesiologistas, de que o enfermeiro do referido hospital, Oldegar Alves Junior, por determinação da Fundação Hospitalar de Saúde, estaria mandando fechar as portas para o atendimento dos casos de urgência, a fim de que o único anestesiologista na escala pudesse fazer as cirurgias eletivas de ortopedia.
“Diante da situação de acúmulo das cirurgias de ortopedia no Huse, a Fundação pegou o hospital para ser de retaguarda. É uma conduta correta, mas como aceitar fechar uma emergência? Lagarto tem um hospital de grande porte e tirar as cirurgias de urgência e emergência é interferir diretamente no funcionamento do hospital”, explicou o médico Hider Aragão Melo, do conselho fiscal do Cremese.
Desde o dia 15 de janeiro, quando ouve o cancelamento das cirurgias emergências, os pacientes estavam sendo encaminhadas para as cidades de Itabaiana e para o Hospital de Urgências de Sergipe (HUSE), em Aracaju.
Com o intuito de não prejudicar a população do município, o Cremese realizou de imediato a interdição ética dos anestesiologistas, a fim de que os profissionais voltem ao plantão de urgência e emergência.
Na manhã desta sexta-feira (18), o Cremse oficializou ao hospital a interdição. “Não queremos fechar hospital. Estamos abrindo. Como é que vai mandar pacientes para o Huse se já é superlotado? O hospital de Lagarto tem toda aparelhagem para fazer cirurgias de emergências e urgência e não fazer?” questionou o vice-presidente do Cremese, Roberto Prado.
Para que a interdição seja anulada, o Conselho Regional de Medicina envio um ofício à Fundação Hospitalar de Saúde solicitando mais um anestesista, ou seja, dois anestesistas por dia na escala, já que um ficaria na urgência e outro realizando as cirurgias eletivas.
Hospital
Esta é a primeira interdição ética realizada pelo CRM/SE e a decisão foi tomada após a confirmação de uma denúncia encaminhada no dia 10 de janeiro de 2013.
O Hospital Monsenhor João Batista de Carvalho Daltro foi inaugurado no dia 02 de julho de 2010 com a missão de incrementar o atendimento da rede hospitalar na região Centro-Sul sergipana e desafogar a demanda no HUSE que, além de atender os sergipanos, recebe pacientes vindos Boquim, Simão Dias, Tobias Barreto e outros estados.
Segundo dados do Governo de Sergipe, foram investidos mais de R$ 20 milhões na construção do hospital, sendo R$ 12 milhões em infraestrutura e R$ 10 milhões em equipamentos de alta tecnologia. A unidade de saúde possui 5,2 mil metros quadrados de área construída e é gerenciada pela Fundação Hospitalar de Saúde.
O hospital é composto por 155 leitos para internamentos em clínica médica, pediatria, ortopedia, cirurgia geral, obstetrícia (parto normal e cirúrgico), além de 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e heliporto, para dar suporte às demandas de emergência.
Por Sílvio Oliveira

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