Cresce número de matrículas em cursos tecnológicos
Curta duração e demanda no mercado de trabalho são principais atrativos
Cotidiano 12/09/2014 17h30

Por Lays Millena

Os cursos tecnológicos de educação superior estão ganhando cada vez mais espaço no Brasil. Dados do Censo da Educação Superior 2013, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) esta semana, revelam que, entre 2012 e 2013, as matrículas nos cursos tecnológicos cresceram 5,4% no país.

O Censo mostrou ainda que boa parte dos estudantes desses cursos (85,6%) estão concentrados em instituições privadas. Em Sergipe, por exemplo, uma universidade privada do estado possui cerca de 1400 alunos matriculados em cursos tecnológicos. De acordo com a pedagoga Michelline Nascimento, um dos principais motivos para o aumento na procura desses cursos é o curto prazo de duração, se comparados a outros cursos superiores. “Em média, o prazo de duração é de dois a três anos, tendo em vista o enfoque nos aspectos práticos da profissão. Outro atrativo bastante significativo é a rápida inserção no mercado de trabalho”, ressalta a pedagoga.

Apesar das vantagens, muitas pessoas deixam de optar pelo curso tecnológico por terem dúvida quanto à validade superior para o mercado de trabalho. Michelline Nascimento, no entanto, explica que esses cursos são, de fato, superiores, e estão sob legislação específica. “O aluno que opta por um curso tecnológico sairá da instituição com um diploma de nível superior e estará apto, inclusive, a ingressar tanto em programas de pós-graduação lato sensu (especialização), quanto no stricto sensu (mestrado e doutorado), além de habilitado para concursos públicos”, afirma.

A pedagoga alerta ainda para a diferença entre cursos tecnológicos e técnicos. “Diferente dos tecnológicos, os cursos técnicos são de nível médio, abertos a candidatos que tenham concluído o ensino fundamental e podem ser cursados junto com o ensino médio ou após o término dele”, explica.

Mercado de Trabalho

Mas será que os egressos de cursos tecnológicos têm encontrado espaço no mercado de trabalho? A pedagoga Michelline Nascimento (foto ao lado) esclarece que os alunos deste segmento educacional têm encontrado cada vez mais oportunidades. “O mercado de trabalho tem passado por mudanças. Serviços que antes eram prestados por profissionais que tinham habilidades específicas e atuavam sem a necessidade de uma formação, não são mais tão bem vistos pelo consumidor, que tem ficado cada vez mais exigente. Hoje você vai a um salão de beleza, por exemplo, e que ser atendido por um profissional que lhe indique um bom produto, explique o porquê você não pode fazer um determinado tipo de tratamento e isso só alguém com formação teórica e prática em um curso de Estética e Cosmética pode fazer. Em virtude de exemplos como esse, vemos que o mercado tem cada vez mais absorvido profissionais formados em cursos tecnológicos”, destaca.

E foi essa demanda de mercado que motivou a professora Thuany Reis a fazer um curso tecnológico. Em 2009, ela decidiu buscar uma formação e viu no curso tecnológico em Segurança do Trabalho a melhor oportunidade. “Já em 2009, o mercado estava muito aberto para os cursos tecnológicos. Além disso, eu passaria apenas dois anos e meio na unidade. Esses fatores foram indispensáveis para que eu fizesse o tecnólogo”, revela.

Após concluir o curso, não demorou muito para Thuany encontrar oportunidades no mercado. Hoje, ela atua na área como instrutora no setor de Segurança do Trabalho no Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial). Quando questionada sobre os resultados da opção pelo curso tecnológico na sua carreira, ela garante: faria tudo outra vez. “Não me arrependo de forma alguma. Foi através do curso tecnológico que eu aprendi a gostar da Segurança no Trabalho e isso foi indispensável não só no aspecto financeiro, mas também para a minha realização pessoal”, finaliza. 

Foto principal: Reprodução Internet / Domínio Público.

Foto 2: Will Rodrigues.

Foto 3: Marcelo Freitas.

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