Cresce o número de exames de microcomparação balística em Sergipe
Em 2019, número de requisições analisadas e atendidas aumentaram em 153%
Cotidiano 25/10/2019 13h45 - Atualizado em 25/10/2019 13h58

O trabalho da perícia balística forense é uma parte fundamental da criminalística. O objetivo é estudar as armas de fogo, a munição e os efeitos dos tiros por elas produzidos, sempre que estiverem relacionados com crimes. A ideia é esclarecer e provar de maneira técnica as ocorrências em ações criminosas. Os casos de microcomparação balística aumentaram em 153% em 2019. Foram 17 análises em 2018 e 43 em 2019. 

O exame de confronto balístico tem como objetivo estabelecer uma conexão,uma relação de vínculo entre as peças balísticas, sejam projéteis ou estojo. A técnica busca também peças como uma arma suspeita. 

O perito balístico Lucas Lima explicou como é feita a investigação. “Para fazer essa análise a gente utiliza o microcomparador balístico, que é um microscópio duplo dotado de um binóculo ocular, onde nós coletamos um elemento balístico padrão, seja ele um projétil ou um estojo. Diante disso, comparamos com a peça questionada. Pode ser oriunda do local onde aconteceu o crime como também retirada de um cadáver pelo Instituto Médico Legal", explica. 

Em relação aos projéteis, o perito tem por objetivo analisar as características deixadas quando esse projétil passa pela parede interna do cano. Em relação aos estojos, os peritos avaliam a marca de percussão deixada pelo percussor da arma de fogo ou marcas da culatra no momento que esse estojo é ejetado. 

No momento que é feita a requisição para análise balística, o perito cataloga todo material coletado fazendo uma descrição minuciosa com a identificação da arma. A partir disso, são feitos registros fotográficos para mostrar as condições da arma e elementos balísticos quando chegaram ao Instituto. No caso dos projéteis, que contém material biológico, é feita uma limpeza para que as características fiquem evidentes durante o trabalho de perícia.

Um caso que trouxe muita repercussão e passou pelo exame de microcomparação balística foi da morte do advogado Jarbas Feitoza de Carvalho Filho, no início de 2019. “Quando concluímos a investigação tivemos uma resposta positiva para a arma suspeita de ser usada no crime e foi relevante para a conclusão do inquérito policial e o indiciamento dos envolvidos”, explicou a perita Fabinara Dantas.

A máquina usada para o trabalho de perícia é de fabricação Alemã, modelo Laica FSM e pertence ao Instituto de Criminalística desde 2012, através de uma doação do Governo Federal a partir do programa “Brasil Mais Seguro” pela Secretária Nacional de Segurança Pública que fizeram investimentos em vários estados brasileiros, inclusive em Sergipe.

Fonte: SSP/SE

 

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