Crianças com suspeita de microcefalia são atendidas em mutirão
Cotidiano 17/12/2015 14h48

Profissionais do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS) participam nesta quinta-feira (17), de um mutirão para atender a crianças nascidas com suspeita de microcefalia em Sergipe. Composta por uma equipe multiprofissional, a ação tem como objetivo acolher cerca de 60 bebês com o perímetro cefálico menor do que 32 centímetros, considerando-se a aferição na hora do nascimento.

A iniciativa é uma parceria entre HU-UFS, Universidade Federal de Sergipe (UFS) e Secretaria de Estado da Saúde (SES). O chefe da Unidade de Atenção à Criança e ao Adolescente do HU-UFS, Marco Valadares, explica que esse atendimento se inicia com a triagem dos pacientes que apresentam suspeita da doença.

“Em um primeiro momento foram convocadas pelas secretarias municipais de Saúde 61 mães, que participam de uma iniciativa na qual diversos profissionais colaboram para que haja a confirmação ou afastamento do diagnóstico”, declara. O pediatra ressalta que, mesmo nos casos em que a microcefalia não é diagnosticada, é importante esse contato entre o HU e a mãe, a fim de que ela cumpra as consultas mensais de rotina, naturais para cada bebê.

O mutirão envolve, além de pediatras e fisioterapeutas, especialistas como neuropediatras e oftalmologistas. Assim, aqueles bebês que tiverem a doença confirmada, terão acompanhamento clínico e tratamento de reabilitação, o que envolve fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. “Nesta quinta-feira, está sendo colhido material para exames laboratoriais, além do agendamento para realização de consultas e exames específicos”, complementa Marco Valadares.

Reabilitação

Um dos profissionais envolvidos diretamente no ato é o chefe da Unidade de Reabilitação do HU-UFS, Jader Pereira. Ele, que é fisioterapeuta, explica que a microcefalia é uma doença que necessita de acompanhamento multiprofissional por muitos anos. “No mutirão, o HU faz uma triagem inicial, com diagnóstico clínico, exames complementares, mas, para cada criança, será traçado um plano terapêutico. Estamos seguindo os protocolos do Ministério da Saúde para cada situação. Diagnosticada a microcefalia, é importante que se faça a estimulação precoce, pois quanto mais cedo a doença for descoberta e as providências forem tomadas, menos sequelas essas crianças vão apresentar”, detalha Jader.

Atendimento

A lavradora Ana Caroline Dórea, do município sergipano de Lagarto, trouxe seu bebê de dois meses para a avaliação. “A Secretaria Municipal de Saúde de Lagarto entrou em contato comigo para que eu viesse, e eu trouxe meu filho porque quero saber o que eu devo fazer a partir de agora”, diz.

Outra que recebeu a convocação para ser atendida no mutirão foi Maíse Souza, que trabalha com serviços gerais. “Meu filho tem dois meses, já fiz alguns exames nele, como o teste do pezinho, mas sei que ele tem a cabecinha menor que a de outras crianças. Espero conseguir fazer o tratamento dele”, comenta Maíse.

Padronização

O Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS) redigiu um documento com orientações para o atendimento a recém-nascidos e lactentes com microcefalia. A avaliação clínica pelo pediatra é o primeiro passo. Em seguida, é preenchida uma ficha de investigação, solicitada uma ultrassonografia específica, exames laboratoriais, exames para a mãe da criança, agendamento de avaliação oftalmológica, de triagem auditiva neonatal e consultas com diversas especialidades.

O acolhimento das crianças no mutirão faz parte de compromisso assumido pela UFS com o Governo do Estado, no qual foi firmada a parceria de assistência médica aos bebês acometidos pelo surto de microcefalia que acontece no Brasil. O acordo prevê que o atendimento das crianças nascidas nas regionais de Saúde de Propriá, Nossa Senhora da Glória, Itabaiana, Lagarto, Estância e Nossa Senhora do Socorro sejam atendidas no Hospital Universitário da UFS. Já as crianças nascidas com suspeita de microcefalia na Regional de Saúde de Aracaju serão acolhidas na rede de assistência à saúde da capital.

Em relatório apresentado pelo Ministério da Saúde na última terça-feira (15), foram revelados novos casos de microcefalia relacionados a infecção pelo Zika Vírus. De acordo com o documento, Sergipe apresenta 118 notificações, sendo 51 casos confirmados da doença, 34 descartados e 33 sendo investigados.

Fonte: HU

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