Cristãos se unem para pedir paz em Sergipe
Cotidiano 03/06/2017 16h07Por Will Rodriguez
Centenas de cristãos realizaram uma caminhada pela paz e pela vida, na tarde deste sábado (3), em Aracaju. Vestidos de branco, católicos e evangélicos deram as mãos e seguiram da Praça Tobias Barreto até a Praça Fausto Cardoso, onde a mobilização foi encerrada com uma celebração ecumênica.
A iniciativa partiu da insatisfação dos cristãos com o atual cenário sociopolítico do país. A ideia é posicionar-se em defesa do resgate de valores morais e éticos como norteadores da conduta social, como enfatiza o pastor Valdemar Araújo, presidente da União dos Ministros Evangélicos de Sergipe (Umese).
“O profeta Isaías, na bíblia, diz que o fruto da Justiça é a paz. O apóstolo Paulo fala que a paz é fruto do Espírito Santo, ou seja, essa paz espiritual nascendo no coração de cada um faz de nós cidadãos que vivem corretamente, que criam e respeitam uma ética social. Esses valores consolidados farão com que tenhamos governantes que vão nos representar e gerir nossos recursos com equidade e transparência, visando não o benefício de uma classe, mas o bem-estar de todo cidadão brasileiro”, aponta o pastor Valdemar Araújo.O arcebispo metropolitano Dom João José Costa chama atenção das autoridades para a necessidade de uma ação conjunta visando à construção de uma sociedade “onde as pessoas tenham direito a vida plena, direito à saúde, à educação de qualidade, evitando-se a exclusão que temos hoje com 14 milhões de desempregados”.
Outra motivação para o ato está nas propostas em tramitação no Congresso Nacional que legalizam a prática do aborto no Brasil. “A vida deve ser respeitada desde a sua concepção até o seu declínio final”, defende Dom João.
A dona de casa Laudenice Moura reuniu a família para participar da caminhada. A moradora do bairro Robalo, na Zona de Expansão da capital sergipana, diz que além do aumento da segurança, outros fatores são necessários para a paz social. “A comunidade já foi mais segura, porém, ultimamente aumentaram os roubos, estupros, mas além de segurança, faltam também saúde e saneamento básico”, relata.Agentes da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) e guarnições da Polícia Militar acompanharam a passeata. Os organizadores não divulgaram a estimativa de público.

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