De forma tímida, "Uber da Medicina" já funciona em Aracaju (SE)
Cotidiano 06/03/2018 17h30

Por F5 News

O atendimento médico agendado por meio de aplicativo já uma realidade no país. O “Uber da medicina”, como vem sem sendo chamado, foi regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) na semana passada. O serviço ainda não está disponível em todos os estados, mas já pode ser solicitado em Aracaju (SE).

Para liberar o serviço, o CFM estabeleceu exigências como a de que todos os especialistas anunciados sejam efetivamente preparados para atuação na área específica, a existência de um diretor-técnico médico, a promoção do arquivamento dos prontuários de atendimento e a inscrição no Conselho Regional de Medicina (CRM) do estado onde pretende atuar.

Esses APPs devem orientar seus médicos cadastrados a arquivarem (em meio físico ou digital) os prontuários dos pacientes. Esse ato obrigatório visa assegurar que as informações coletadas em diferentes consultas possam ser usadas por outros médicos, permitindo o acompanhamento de tratamentos. Em caso de mudança de profissional, o paciente poderá pedir o seu dossiê para entrega ao seu novo médico.

O assunto tem repercutido principalmente entre os profissionais do setor, que visualizam uma nova forma de atuação. Mas ainda é vista com cautela por alguns. O presidente do Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed), João Augusto Oliveira, por exemplo, não quis falar sobre a questão no momento e disse que a categoria vai se reunir esta semana para discutir a novidade.

F5 News testou alguns desses aplicativos e descobriu que apenas um, o Docway, possui médicos cadastrados na região. Ainda assim, apesar de aparecerem na relação de médicos disponíveis, alguns não possuem disponibilidade na agenda e o número de especialidades é muito restrito. Também foram testados o Doutor  Já e o Dr.c.

Preço

O preço varia de acordo com a especialidade e com o profissional. Uma consulta com um clínico geral, por exemplo, pode custar entre R$ 100 e R$ 350 reais.

 

Publicidade

A resolução também determina que os aplicativos desse tipo devem se adequar às regras da publicidade médica (Resoluções CFM nº 1.974/11 e nº 2.126/15). Pelas normas, é proibido divulgar valores das consultas ou procedimentos médicos em anúncios promocionais, o que pode ser caracterizado como forma desleal de angariar clientela ou concorrência desleal.

“Os preços devem ser disponibilizados apenas no perfil do médico para que o interessado na contratação, ao abrir a ficha, saiba quanto pagará, concordando, ou não, antes do atendimento”, explica o conselheiro do CFM Emmanuel Fortes. Da mesma forma, o CFM determinou que o aplicativo não divulgue ou promova o ranqueamento dos médicos prestadores de serviço, o que promove a comercialização da prática profissional.

 

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