Defensoria Pública inspeciona Clínica de Repouso São Marcelo
Todos os 147 leitos da unidade estão lotados
Cotidiano 05/06/2013 17h02

Por Sílvio Oliveira

Os Defensores Públicos do Estado Carolina D’Ávila Melo, Murilo de Souza e Eduardo Cação iniciaram, nesta quarta-feira (05), uma série de inspeções às unidades de saúde mental do Estado. A primeira delas aconteceu na Clínica de Repouso São Marcelo, em Aracaju. Foram vistoriadas as dependências internas e externas da unidade clínica e nada de grave foi constatado. O principal problema enfrentado pela clínica é a quantidade insuficiente de leitos para acolher a demanda.

Um ofício será expedido pela Defensoria Pública do Estado, a fim de que sejam feitas novas reuniões, com o intuito de que se resolvam questões administrativas. “Não encontramos irregularidades”, afirmou o defensor, Murilo de Souza (foto1).

Quanto às questões que envolvem o acolhimento de pacientes químicos com outros que enfrentam problema de saúde mental em um só local, o defensor público disse que foi encontrado um quadro de atendimento separado e nada específico ficou constatado.

Lotação

O diretor da Clínica de Repouso São Marcelo, Erhard Hamilton(foto 2), disse que a unidade continua lotada e quase que todos os dias têm que rejeitar atendimento de um paciente por falta de leito. “Temos 147 pacientes para 150 leitos. 10 são para pacientes químicos do SUS. Estamos no limite e não temos previsão de ampliação”, informou.

Segundo o diretor, a intenção da clínica é criar um grupo para que se pense a melhor forma de dar um norte a problemática. “A São Marcelo é parceiro, não é vilão. A gente vai estar sempre aberta. Vamos tentar ver judicialmente como trazemos mais as instituições”, explicou Erhard Hamilton, a presença da Defensoria Pública na Clínica.

Quanto à falta de leitos para pacientes químicos, o diretor destacou que há 60 dias está estudando a melhor forma de atender. E que há 10 leitos destinados ao Sistema Único de Saúde, todos lotados. “Deveríamos ter 1.800 leitos se formos preconizar o que prega a Organização Mundial de Saúde. Quase todos os dias temos que rejeitar pacientes. 80 leitos do SUS, 10 são ocupados por químicos”, explicou.

Fotos: Sílvio Oliveira

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