Defesa Civil de Aracaju mapeia 13 áreas de risco de deslizamento
Moradores devem ficar atentos aos sinais e acionar o órgão Cotidiano 18/06/2013 16h00Por Fernanda Araujo
A frente fria se prepara para chegar ao hemisfério sul nesta sexta-feira (21) e Sergipe não está fora da zona das chuvas que oferecem riscos de deslizamento e alagamentos anunciadas pelas defesas civis estadual e municipal. Na capital, 13 bairros com áreas de risco e 100 pontos de alagamento estão sendo monitorados.
Em 2010, 12 casas foram atingidas por deslizamentos de terra em Aracaju, e mais em outros municípios sergipanos, segundo dados da Secretaria de Estado de Inclusão, Assistência e do Desenvolvimento Social. Cinco pessoas ficaram desabrigadas e duas feridas somente na capital.
Apesar de não haver possibilidade de fortes pancadas de chuva, entre as áreas monitoradas estão os bairros da zona norte: Soledade – morro do loteamento Senhor do Bonfim; Lamarão – encosta do morro do Urubú; Porto Dantas e Bairro América. Na zona sul, morro do avião, bairro Cirurgia perto do Suíssa e conjunto Manoel Preto.
Segundo o coronel Reginaldo Moura, da Defesa Civil de Aracaju, são encostas que precisam ser protegidas. “Iremos fazer uma campanha junto com a Secretaria do Meio Ambiente, para fazer um capeamento vegetal dos morros. O mapeamento está sendo feito desde o início do ano, primeiramente foram identificadas as áreas de risco. Isso é feito frequentemente no período das chuvas quando o risco diminui. Este ano será feito até o mês de agosto. Vamos fazer isso até acharmos uma solução definitiva”, afirma.
De acordo com ele, um dos fatores que podem causar deslizamentos nos morros e encostas é o lixo jogado pela própria população que impede o crescimento da vegetação. Sem a vegetação, a água se infiltra no solo e favorece os riscos. “Tem a questão também de plantações inadequadas em encosta, como bananeiras. Sabemos que esta planta infiltra mais água, essa planta gosta de local úmido e propicia muita infiltração e deslizamento”, explica.
Alguns sinais podem ser identificados antes que o pior aconteça, a exemplo de paredes que começam a rachar, árvores inclinadas e afundamento ou depressão do piso. Coronel Moura informa que na capital o risco existe, mas não é eminente. Nas visitas diárias aos locais, ele informa que, por enquanto, não foram identificados sinais de possível desmoronamento.
“A gente orienta a comunidade a identificar os sinais e nos acionar. Até agora só houve casos de sinais já existentes, mas são provenientes de erros de construção e não de chuvas. Se esses sinais aumentarem, a população deve entrar em contato conosco e nós iremos verificar”.
Em caso de desastre
Quando o pior já aconteceu, a defesa afirma que existem várias manobras a serem realizadas quando se trata de desastres e calamidade, por exemplo, dar início ao Plano de Contingência. A primeira medida é evacuação completa das famílias das áreas afetadas. Em seguida, as famílias e os bens materiais recuperados são realocados em prédios públicos, colégios, associações de bairros etc., onde há espaço suficiente para abrigá-las em caráter de emergência.
“É um trabalho em conjunto que depende não só do Município, como também do governo estadual e federal, outras instituições, além da própria comunidade. E a imprensa também tem o seu papel em passar as nossas orientações para a população”, diz o coronel Moura.
Foto: Bairro Coqueiral/arquivo F5 News

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