Defesa Civil solicitará reunião com secretário do Meio Ambiente
Razão são os riscos de desabamento da balaustrada da Treze de Julho Cotidiano 29/04/2013 11h46Por Fernanda Araujo
Com a alta da maré, as fortes chuvas e ventos, e a erosão marítima na balaustrada do bairro Treze de Julho, na avenida Beira Mar, corre-se o risco de acontecer uma tragédia em Aracaju (SE). E essa afirmação vem de longa data de acordo com laudos técnicos e audiências públicas já realizadas, desde o ano passado.
O problema veio novamente à tona, neste final de semana, depois de uma matéria feita em um jornal impresso local, onde o secretário da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), Luiz Durval, alertou sobre o possível desabamento da estrutura, caso obras emergenciais não sejam realizadas.
E por falar em obras, um projeto de contenção da via para conter o avanço do Rio Sergipe e deter a queda do muro já foi elaborado pelo engenheiro civil Armando Bezerra de Brito, em cumprimento à determinação do Ministério Público do Estado. No entanto, tendo sido feito em quase sete meses e apresentado na gestão de Edvaldo Nogueira, o projeto não saiu do papel.
Na época, o então prefeito Edvaldo Nogueira afirmou que em tese não poderia comandar a obra por causa do longo processo de licitação para a empresa que a realizaria, e portanto, deixaria a tarefa para o seu sucessor. Mas, passados sete meses desde a apresentação e já com a empresa contratada, Luiz Durval contou que, sem a licença ambiental emitida pela Adema, as obras não poderão ser iniciadas. E a Adema, por sua vez, informou que não é possível emitir a licença sem o estudo ambiental da região onde será feita a obra, mesmo em caráter de urgência.
Questionado se há uma posição da Defesa Civil de Aracaju quanto à questão e se foi feito algum estudo, o coronel Reginaldo Moura explicou que como já existem laudos a respeito, e inclusive um projeto elaborado, até o momento a Defesa não realizou estudo do caso.
Também questionado se a Defesa Civil do município não foi consultada oficialmente sobre os riscos da queda do muro, ele não confirmou, mas declarou que os laudos serão avaliados para ver se de fato a balaustrada corre esse risco ou se será necessário realizar um novo estudo. “Vou solicitar uma reunião com o secretário do Meio Ambiente para avaliar a situação e ver o que poderá ser feito”.
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