Deficientes vão a supermercado enfrentar as dificuldades em comprar
Ação faz parte do Projeto Aracaju Acessível
Cotidiano 17/09/2014 20h00

Por Tíffany Tavares

No bojo da programação do projeto Aracaju Acessível, que segue até próximo domingo (21), em comemoração ao Dia Nacional e Mundial de Luta da Pessoa com Deficiência, foi realizada uma visita técnica com deficientes visuais, juntamente com a diretoria da Associação Sergipana de Supermercados (Ases), a um dos supermercados da cidade. O objetivo foi demonstrar a esse tipo de estabelecimento a dura realidade de ser um consumidor com limitações de ordem física, visual ou auditiva.

“Cada deficiente foi acompanhado com um fiscal do supermercado que vai filtrar as informações, para que possíveis modificações possam ser feitas, de acordo com as necessidades”, explica o diretor financeiro da Ases, Roberto de Souza (Foto 03)

“Como as lojas varejistas ainda não têm efeito sonoro, uma das propostas é treinarmos funcionários dos supermercados para atender essas pessoas em suas compras, do início até o caixa ou até mesmo ao estacionamento”, antecipa.

Para o idealizador do projeto Aracaju Acessível, o vereador Lucas Aribé, essa ação é relevante já que oportuniza às pessoas com deficiência demonstrarem a real necessidade de melhorias na condição de acessibilidade dos estabelecimentos. “Com isso damos o direito de voz aos portadores de necessidades especiais, que realmente sabem o que é de fato necessário para que exerçam seu direito de consumidor como qualquer cidadão", disse.

Um dos usuários e deficiente auditivo é Raul Matheus de Santos e Silva (fofo 01), que sente dificuldade nas informações quanto aos produtos. “Como sou surdo, os avisos de áudio não funcionam para mim. Por exemplo, em uma lanchonete, quero saber os ingredientes dos produtos e os vendedores não sabem informá-los por meio de sinais”, afirma.

O deficiente visual e vice-presidente Associação de Deficientes Visuais de Sergipe (Adevise), Jocivaldo Silva de Jesus (foto principal), conta que uma das maiores dificuldades é localizar os produtos em seus devidos locais. “O fato de estarmos acompanhados melhora bastante, mas o ideal seria termos o sistema em Braille. Só assim teríamos autonomia completa para fazermos compras sozinhos. Mas nós abraçamos essa causa, porque já é um grande avanço”, avalia.

O diretor financeiro da Ases, Roberto Souza, disse que a entidade tem o objetivo de apoiar causas como esta, para resgatar a autoestima, autonomia e uma condição de vida melhor para os portadores de necessidades especiais. “A Ases tem o prazer em apoiar essa ideia, juntamente com o vereador Lucas Aribé”, resumiu.

Fotos: Tíffany Tavares

 

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