Delegacia de Narcóticos não tem mais onde custodiar veículos e objetos
Nos últimos dois anos foram apreendidos 67 carros e 87 motos
Cotidiano 18/03/2013 18h30

Por Sílvio Oliveira

O Departamento de Narcóticos da Polícia Civil de Sergipe passa por dificuldade em custodiar carros, motos e objetos apreendidos em operação e flagrantes. A custódia geral e o pátio da delegacia, mas não têm mais espaço e as salas destinadas aos objetos também estão abarrotadas. Para se ter uma ideia, há veículos com mais de dois anos parado no pátio. O último leilão da União ocorreu em dezembro de 2012, mas só foram liberados apenas duas motos e quatro carros.

Nos últimos dois anos foram apreendidos 67 carros e 87 motos. Desse total, mais de 90% continuam aguardando uma posição do Judiciário, ou autorizando ir a leilão ou permitindo que seja utilizando por instituições sociais ou no combate ao tráfico.

O delegado Fábio Pereira explicou que as apreensões são feitas por mandado de busca e apreensão ou em flagrantes junto aos supostos envolvidos no tráfico. “Conclui o inquérito, vai para a Justiça, mas o objeto permanece na custódia do Denarc. Como o pátio e as salas não suportam a quantidade, mandamos os veículos para a custódia geral da Secretaria de Segurança. Ficamos aguardando a decisão judicial, que pode ser a devolução à família ou doação ou autorização do uso pelo próprio Denarc”, explicou.

O delegado acredita que quando há confirmação exata de que o veículo estava sendo utilizado para o tráfico, a exemplo do flagrante, o Judiciário deveria dar uma finalidade de imediato, principalmente para uso na investigação do tráfico. “Há casos transitado em julgado. Outros casos mais evidentes do uso para o trafico deveria ser liberado, mas há cerca de dois anos que não temos nenhum veículo com autorização de uso temporário”, disse.

Muitas vezes quando o parecer judicial determina a finalidade do veículo, a deterioração é tão grande que não tem mais condições de uso. Os pátios do Departamento ficam a céu aberto e os veículos gradativamente se deterioram a luz do sol e da chuva. “Não temos custódia adequada, nem cerca elétrica, nem policial suficiente para custodiar”, revelou Fábio Pereira.

Além dos veículos, o Departamento custodia diversos objetos, tais quais: notbooks, televisores, sons, balanças de precisão, computadores, bicicletas, aparelhos eletro-eletrônicos, celulares, além dos entorpecentes.

Computadores que deveriam ser liberados para instituições, diversas bicicletas que poderiam estar fazendo a alegria da criança em instituições sociais, balanças apreendidas que deveriam estar nas delegacias para uso do peso de entorpecentes, além de diversos outros objetos, deterioram-se e ocupam espaço na sala do Denarc.

Segundo Alessandro Ferreira Ribeiro, chefe de Custódia do Denarc, o que mais está causando problema é o depósito de drogas. Ratos são encontrados todos os dias nas salas e há preocupação de que alguma quadrilha queira invadir o local para recuperar a grande quantidade de entorpecentes. “Torna a sala insalubre, há a presença de roedores e risco de resgate”, disse.

Alessandro Ferreira explicou que há vários pedidos de incineração da droga, mas a burocracia tem imperado, o que dificuldade a agilidade do desfecho final dos entorpecentes. “Não temos problema com autorização em Aracaju, mas estamos aguardando o parecer de algumas Varas do interior”, afirmou.

 

 

Fotos: Sílvio Oliveira

 

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