Depósito da Saúde continua funcionando mesmo após incêndio
Secretaria deve concluir levantamento dos prejuízos nesta terça
Cotidiano 24/02/2015 12h00

Por Fernanda Araujo

Ainda não há confirmação se a Polícia Federal será acionada para investigar as causas do incêndio que, no último domingo (22), atingiu a Central de Logística (Celog), zona sul de Aracaju (SE), local onde se abriga medicamentos e insumos da Secretaria de Estado da Saúde. A informação é da assessoria de comunicação do órgão, que disse aguardar a conclusão do laudo técnico do Corpo de Bombeiros. No local, havia medicamentos adquiridos com recursos federais.

A perícia que vai diagnosticar as causas do incêndio deve ser concluída de 15 a 30 dias. Segundo o assessor, Alberto Jorge, o primeiro levantamento sobre as perdas está sendo feito desde segunda-feira (23). Já na manhã de hoje (24) acontece uma reunião na SES com o secretário Zezinho Sobral e o resultado deve ser divulgado nesta terça-feira.

O incêndio começou no domingo por volta das 13h, no setor de patrimônio, e se alastrou para a farmácia, onde ficam guardados praticamente todos os medicamentos da rede hospitalar. Os medicamentos psicotrópicos (controlados) e antibióticos foram os mais atingidos. Os oncológicos (termolábeis, que precisam de baixa refrigeração para tratamento do câncer) estavam acondicionados em câmeras frias e geladeiras; desses, em torno de 95% não sofreram a ação do fogo.

Ainda de acordo com o assessor, os insumos (luvas, esparadrapo, gaze, seringa, etc) ficaram livres do incêndio. Os medicamentos para atender ao Hospital de Urgência de Sergipe e ao Samu, no momento do incêndio, estavam separados para serem entregues ontem, portanto, não sofreram danos. “O abastecimento está garantido por 15 dias. Os outros estão sendo contabilizados, caso haja necessidade urgente, a Fundação Hospitalar de Saúde pode adquirir medicamentos via compra emergencial”, ressalta Alberto Jorge.

A Celog continua em funcionamento, recebendo e transportando medicamentos e insumos. A área da central, conforme Alberto Jorge, é em torno de 4 mil m² e atende todas as exigências para acomodar e conservar os medicamentos. Dessa área aproximada, apenas 8% foram atingidos pelo fogo.

“Os medicamentos já estão sendo retirados e transferidos para outro novo depósito, a secretaria já está providenciando. Já os oncológicos, especificamente, começaram a ser retirados no domingo e foram levados ao Centro de Hemoterapia – Hemose – que tem equipamentos e estrutura para receber e refrigerar os medicamentos”, disse o assessor.

Fotos cedidas para o F5 News

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