Desabamento: órgãos públicos reúnem a imprensa para detalhes
Cotidiano 21/07/2014 12h33Por Elisângela Valença
Diversos órgãos públicos que participaram da operação de resgate das vítimas do desabamento no bairro Coroa do Meio, zona sul de Aracaju, estiveram com a imprensa na manhã. Eles falaram sobre a operação, todo o trabalho desenvolvido e fizeram questão de ressaltar a importância da ação de cada participante.
“O resultado veio da somação de esforços individuais, de equipamentos, de expertises que os diversos participantes trouxeram. Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Samu, Força Nacional, Petrobras, trabalhadores da obra, populares e todos que participaram são merecedores do reconhecimento do trabalho. Infelizmente, o bebê não resistiu, mas podemos dizer, sim, que foi uma operação bem sucedida”, disse o secretário interino de Segurança Pública, João Batista Junior.
“Salvas as vidas, agora vamos identificar o problema com dois intuitos: punir, se houver culpados, e também que isso sirva de profilaxia, para que não aconteça outra tragédia deste tipo. Porque nós temos que casar o desenvolvimento da cidade com a segurança, que tem que estar em primeiro lugar”, destacou o secretário.
“A nossa frustração é pela perda do bebê por conta das complicações inerentes ao desabamento mas, no geral, avaliação da operação é positiva. Agora, vamos avaliar de forma mais profunda, com acertos, erros, ajustes, mas o resultado foi satisfatório, só lamentando a perda do bebê, disse o comandante do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Regnaldo Dórea.
O comandante explicou que a atuação dos cães farejadores foi de suma importância para identificar a presença de vítimas e que o sonar da Força Nacional foi primordial para a localização exata das vítimas. “O que os cães apontaram, o sonar confirmou”, disse.
“A nossa maior dificuldade foi manter a segurança das vítimas, pois havia a possibilidade de um colapso total da estrutura. O importante salientar é a somação de esforços. Sem a participação que tivemos, o trabalho seria ainda mais difícil”, comentou o comandante.
“Durante a queda da laje, de forma instintiva, o pai cercou os filhos e criou um espaço virtual que foi fundamental para a sobrevivência das crianças”, explicou Luciana Prudente, superintendente do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ela explicou que as equipes médicas monitoraram as vítimas o tempo inteiro, principalmente depois que conseguiu passar um radiocomunicador para a família.
“O bebê chegou a ser amamentado durante o período de confinamento, mas a partir de um determinado ponto, o pai passou a informar que a pele estava ficando mais fria, que ele já não estava respondendo a estímulos e recusou a alimentação, quando foi possível passá-la”, contou a médica.
Segundo ela, a criança apresenta indícios de traumatismo craniano, fraturas de mandíbulas e membros inferiores e inalação de poeira. “Mas o resultado só teremos com os exames de necropsia”, contou.
O casal e a outra criança passam bem e devem ter alta amanhã (22). Eles escaparam praticamente ilesos do acidente. “Isso é um exemplo de duas coisas: de um milagre de Deus e da técnica dos profissionais que conseguiram acessar um local tão profundo sem causar maiores lesões”, disse a superintendente do Samu.
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