Desconhecimento e preconceito dificulta inclusão social
Cotidiano 19/07/2013 12h00

Por Elisângela Valença

A divulgação de uma pesquisa científica trouxe à tona a discussão em torno do preconceito e inclusão social de pessoas com Síndrome de Down. A pesquisa em questão é sobre a descoberta de uma forma de impedir a triplicação do cromossomo 21, que causa a Síndrome de Down.

Segundo Sheila Souza, presidente da Associação Sergipana dos Cidadãos com Síndrome de Down (Cidown), a Síndrome de Down é uma deficiência genética no cromossomo 21 e não uma doença. “Em vez do cromossomo 21 se duplicar, ele se triplica. E isso é um acaso genético, não há algo identificado como causador. Down não é hereditária, não é contagiosa, não depende da idade da gestante, entre outras coisas já ditas”, explicou.

Um exemplo disso, é o caso de Verônica e Genaro Trindade, que tinham respectivamente, 21 e 24 anos, quando a filha Duda nasceu com Down.  Em uma postagem em rede social, o casal também lamentou a maneira como a síndrome é tratada.

E é justamente o desconhecimento que gera o preconceito, o que acaba dificultando a inclusão social. “Muitas matérias divulgaram esta descoberta. Muitas tiveram uma excelente condução. Outras só serviram para reforçar preconceito”, lamentou Sheila.

O desconhecimento começa em como se referir a uma pessoa com Síndrome de Down. “Como a Down não é uma doença, mas sim uma deficiência, você pode dizer ‘uma pessoa com Síndrome de Down’, deficiente ou Down”, explicou.

“Num dos textos, o autor descreve uma pessoa com Down e, quem não sabe vai visualizar um extra-terrestre. Em outros, aparecem muito os termos defeito, distúrbio. Meu filho não é um distúrbio. Meu filho não é uma aberração. Meu filho é Down”, comentou.

“E são coisas assim que acabam alimentando o preconceito”, disse Sheila. Segundo ela, é possível perceber o preconceito em várias situações. “Seja no olhar, seja em afastar o filho de outra criança com Síndrome de Down, ao tirar o filho da escola para que ele não estude com ‘aquele ali’”, comentou.

Muitas vezes, até na tentativa de ser carinhoso, o preconceito e o desconhecimento aparecem. “Muita gente vem dizer ‘é você que tem um filho doentinho, né?’. Não, eu não tenho um filho doentinho”, reforçou. “E tudo isso é fruto de desconhecimento, que gera problemas nas várias fases da vida da pessoa com Síndrome de Down e de toda a família”, finalizou.

 

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