Desejos na gravidez, como reagir?
Cotidiano 04/06/2014 07h37

“Certo dia, quando fui à cozinha após acordar, pela manhã, vi a tampa do filtro de barro roída. A cada dia que passava, o dano ficava maior e maior”, lembra a dona de casa Roseneide Moura. O que ela não esperava era encontrar o autor em flagrante quando levantou de madrugada para tomar água. “Para minha surpresa, não era um rato, mas sim minha irmã grávida”, diverte-se.

Assim como a irmã, a dona de casa sentiu desejos esquisitos durante sua única gestação. “O cheiro forte da terra molhada atraía meus sentidos, então eu pegava o tijolo, colocava na água para amolecer um pouco e depois comia como se fosse uma barra de chocolate”, conta ela, que adicionou à lista de cobiças também pitomba verde e cajarana.

O obstetra do Hapvida Saúde, Alexandre Melo, comenta que a adesão de desejos no período gestacional atinge grande parte das mulheres, e são externados também em vontades de isolamento e sexuais, não só de ingestão de alimentos e não-alimentos, como se conhece. “Ainda não existe uma explicação científica para essa alteração, mas trabalhamos com a hipótese de que é motivada pelo organismo pedindo funções ou nutrientes em carência. O barro ingerido pelas irmãs pode representar a deficiência de ferro”, afirma. Essa ação é inconsciente, e a gestante não tem controle sobre ela.

Entretanto, degustar coisas não comestíveis pode ser perigoso, provocando, por exemplo, intoxicação. Por isso é importante um acompanho multiprofissional, onde, além do obstetra, psicólogo e nutricionista vão auxiliar para a saúde tanto do bebê quanto da mamãe. “O mais correto, nesses casos, é optar por alimentos que possam substituir os nutrientes em falta. Contudo, se a dieta da gestante já estiver balanceada e for traçada por um profissional de nutrição, é provável que não apresente faltas”, diz Alexandre.

Mas observe a balança. O comum é ganhar, em média, de 9 a 12 quilos, mas como a população brasileira é miscigenada, fica a depender do porte e estatura. É um dado muito individualizado que apenas os profissionais que acompanham podem precisar.

A assessora de moda Marcia Brayner é cética quanto à importância dos desejos. “É mito”, afirma, contando que não sentiu essas vontades em nenhuma das duas gestações. “Eu acredito que nesta fase a mulher fica mais vulnerável e procura a atenção e o mimo do companheiro. Esses desejos são uma forma de receber essa devoção que ela tanto precisa, com a intenção de que ele vai fazer tudo o que ela quer para se sentir bem”, opina.

Vida regular, sim

Um dos maiores erros é acreditar que a gestante fica impossibilidade de realizar atos cotidianos. Elas não devem ser limitadas, mas é importante que respeitem os limites para tudo. “A produtividade deve ser mantida e incentivada, afinal, a mulher grávida não é incapaz”, orienta Alexandre Melo. Como citado anteriormente, os desejos durante esse período tão importante da vida feminina podem ser externados de várias maneiras. Os sexuais são alguns deles. A alteração da libido faz com que o sexo se torne escasso na relação ou que a vontade permaneça em constante atividade. Se a gravidez não for de alto risco, as relações sexuais são liberadas. Mas, como qualquer coisa na vida, é sempre bom prezar pelo bom senso. “Não devemos apoiar práticas maléficas nem exageros”. Todos vão agradecer um dia.

Assessoria de Comunicação

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